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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Caiado sobre relatório-bomba: “Governo não tem como tentar se justificar mais. É impeachment”

Tropa de Dilma foi alertada em 2013 sobre risco das pedaladas, mas pedalou mais ainda

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 9 fev 2017, 15h33 - Publicado em 11 dez 2015, 14h04
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Arno e Dilma. Ou: Arno é Dilma

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) reagiu à revelação de que o governo de Dilma Rousseff foi alertado ainda em 2013 sobre os riscos das pedaladas fiscais e do rebaixamento das notas de crédito.

O alerta foi um relatório de 97 páginas com o diagnóstico da situação econômica brasileira, elaborado pelos técnicos do Tesouro Nacional e revelado nesta sexta-feira pelo jornal Valor Econômico.

“O governo já sabia de tudo que iria ocorrer com as pedaladas fiscais e o rebaixamento das notas de crédito dois anos antes e nada fez. Em 2013, técnicos do Tesouro fizeram um prognóstico quase profético citando como a ‘contabilidade criativa’ afetaria a credibilidade da política fiscal e que, ao fim de 2015, haveria um passivo de R$ 41 bilhões na conta dos subsídios em atraso. Esse valor é basicamente o montante omitido nas pedaladas”, escreveu Caiado nas redes sociais.

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“Ontem, o argumento frágil de que as pedaladas foram para pagar benefícios sociais se esfarelou. Com essa reportagem, o governo não tem como sequer tentar se justificar mais. É impeachment”, concluiu.

Arno Augustin, o então secretário do Tesouro que recebeu o relatório técnico, era visto pelos colegas como a voz da chefe Dilma nas discussões internas e respondia diretamente à suposta presidente.

Um trecho da matéria mostra por que o governo, “avesso ao dissenso”, ignorou os avisos e pedalou ainda mais forte:

“A preocupação de Arno ao longo de 2014 era produzir números bons na área fiscal para não prejudicar o debate eleitoral. ‘Tudo no governo em 2014 foi decidido e pensado considerando o calendário eleitoral’, diz um integrante do primeiro escalão à época. ‘O Arno não pagava a Caixa porque queria um resultado fiscal melhor. Achava que isso melhorava as expectativas às vésperas da eleição’, confirma um colega do ex-secretário.”

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O site de VEJA resumiu o resultado:

“Dois anos se passaram e o rebaixamento da nota do Brasil ao grau especulativo foi anunciado pela Standard & Poor’s (S&P), principal agência de avaliação de risco soberano, em setembro. Um novo rebaixamento pode ocorrer em até três meses, já que a Moody’s colocou em revisão o rating do país.

O descrédito da política fiscal passou a ser considerado um dos principais fatores responsáveis pela recessão de mais de 3% projetada para 2015. As pedaladas fiscais foram reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e alimentam a crise política enfrentada por Dilma – que enfrenta agora a abertura de um processo de impeachment.”

Caiado tem razão. Não há justificativa para tamanho desgoverno.

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Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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