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Bancada da Chupeta esperneia diante da exposição dos crimes de Dilma na comissão de impeachment

Blog comenta os melhores momentos da sessão com Miguel Reale e Janaína Paschoal

Bancada da Chupeta grande

Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra e Humberto Costa: a bancada da chupeta completa, com os únicos 5 votos a favor de Dilma Rousseff na comissão

Eis a minha cobertura em tuitadas da sessão da comissão do impeachment no Senado com dois coautores do pedido contra Dilma Rousseff.

Aquecimento:

– Antes de cair, Dilma Rousseff cogita reajustar Bolsa-Família e pagar PF pelo ano todo. Populismo para mentir dizendo que fez o que Temer “não” faria.

– TCU aponta 578 mil beneficiários irregulares da reforma agrária e 163.173 do Bolsa-Família. E Dilma fala em “reajuste” em vez de pente-fino.

– Contas do governo têm rombo recorde de R$ 7,9 BILHÕES em março e Dilma ameaça arrombar mais o Brasil para atrapalhar Temer. Golpe é isso.

Sessão:

– Raimundo Lira (PMDB-PB) é condescendente demais para presidir comissão do impeachment no Senado. É preciso firmeza para evitar que PT tumultue.

– Ninguém trouxe sorvete para Lindbergh (PT-RJ). Ele já está chorando de novo.

– Relator lê a lei que autoriza comissão a fazer diligência que julgar necessária, mas Lindbergh se revolta contra ele por ser tucano. Mimimi.

– Lindbergh quer fazer público acreditar que não é responsabilidade de Dilma, mas de ministérios, decretos que Dilma assinou. Aham, senta lá.

– Movimentos anti-Dilma deveriam levar um chupetão para Lindbergh. Ou inflar um boneco Chupelindeco.

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– Gleisi Hoffmann (PT-PR) lamenta que todos já saibam como vão votar. Como se ela não soubesse que votará contra. Patética.

– PT perde em votação de requerimento na comissão do impeachment e se faz de vítima de cerceamento de defesa. Teatro para posar de perseguido.

– Gleisi justifica assinatura de Dilma em decretos ilegais alegando, na prática, que ela foi vítima de orientação de especialistas. Patética

– Cássio Cunha Lima diz que é hábito do PT obstruir investigações e cita nomeação da mulher de Fernando Pimentel para garantir foro privilegiado. Boa.

– Ronaldo Caiado (DEM-GO) lamenta falta de educação de Lindbergh e complacência de Raimundo com petistas que vieram para tumultuar. É desespero.

– “Se nós não tirarmos o PT do governo rápido, eles acabam de destruir o país”, diz o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).

– Lindbergh grita, desafina, fica vermelho… Bate o pezinho, bate!

– Bancada da chupeta quer antecipar etapas do julgamento para este momento em que Senado só tem de decidir instaurar o processo. Então chora.

– Culpado pelo tumulto do PT na comissão do impeachment chama-se STF, que deu ao Senado poder de decidir sobre instauração do processo.

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Miguel e Janaína: juntos pelo Brasil, contra a “ditadura da propina”

– Miguel Reale lamenta que seu pedido de impeachment tenha servido para “homenagear torturador”. Refere-se a Ustra, mas podia ser Marighella.

– Prova maior do esquerdismo da imprensa é Dilma só ter sido confrontada (de leve) por Datena(!) sobre a mentira de ter lutado por democracia.

– Miguel Reale: “Existe na consciência das democracias a urgência de se defender a transparência das contas públicas.” #DilmaDitadora.

– Miguel Reale mostra que “as operações de crédito se prolongaram em 2015″ e que beneficiários das fraudes fiscais foram grandes empresários.

– Miguel Reale: “E dizer que isto não é crime? Dizer que é golpe? Isto está previsto na lei 1.079. Foi votado. Está sendo discutido”. Pois é.

– Miguel Reale fala do “conhecimento pleno” de Dilma “de que estava praticando ato indevido” ao assinar decretos de crédito suplementar.

– Miguel Reale: Dilma e Arno Augustin, ex-secretário do Tesouro Nacional, “eram carne e unha”. Dilma era tida por ministra efetiva da Fazenda.

– Miguel Reale: “Quem responde pelos crimes de responsabilidade contra as finanças públicas é o chefe do Executivo.” Fato. Senão, chefe não é.

– Lindbergh acusa Miguel Reale de não ter esmiuçado o crime, mas o próprio Miguel disse que Janaína Paschoal o faria em seguida. É mais choro.

– Janaína diz o óbvio: “Nós somos dois denunciantes que dividimos o tempo para falar da denúncia.” E pede que seja ouvida (antes do mimimi).

– Janaína: “As falas são complementares”. É o óbvio. Reale contextualiza, Janaína detalha. Mas PT tenta tumultuar o funcionamento da comissão.

– A denúncia é conjunta. É ridículo dar ao PT a autorização de escolher qual coautor tem de responder a suas perguntas. Imponha-se, Raimundo!

– Caiado diz o óbvio: PT confunde denunciantes com testemunhas. Não cabe a ninguém escolher qual dos dois vai responder. Eles é que decidem

– É grotesco obrigar coautor a responder sozinho sobre obra conjunta. Isto é assim em qualquer área. Raimundo Lira quer votar isso? Patético!

– Reale, 72 anos, lamenta cobrança: “Eu tenho me dedicado. Já é 3ª vez que venho participar de reunião. Saí às 6h de Canela. Vou pegar último voo a SP.”

– Se PT não tivesse tumultuado tanto a sessão, Miguel Reale teria mais tempo para responder à choradeira petista

– Lindbergh MENTE de novo dizendo que TCU mudou entendimento. TCU determinou o pagamento da dívida ilegal que Dilma Rousseff tinha acumulado.

– Reale cita norma constitucional que veda criação de decreto de crédito sem autorização do Congresso. Lindbergh interrompe, mal-educado.

– A bancada da chupeta troca bilhetes (colinhas) durante explicação de Reale. Ou seja: impedem respostas conjuntas, mas questionam em conjunto.

bancada da chupeta

Gleisi, Vanessa e Lindbergh: o choro é livre

– Lindbergh fala do TCU como se o tribunal de contas fosse legislador. Não é. TCU fiscaliza se as leis pré-existentes estão sendo cumpridas.

– Miguel Reale: “Nunca vi um crime com tanta impressão digital. Crime de responsabilidade sem punição é golpe.

Janaina

– Janaína Paschoal começa seu discurso refutando todas as mentiras que Lindbergh e demais militantes petistas espalham sobre ela.

– Janaína: “Aliás, Fernando Henrique demorou muito para apoiar isso aqui. Tenho mágoa dele por isso.” FHC é lento mesmo, Janaína.

– Todos que se opõem de verdade aos crimes do PT têm horror da lerdeza e da frouxidão da maioria do PSDB. Mas PT cinicamente acusa de tucanos.

– Janaína Paschoal diz que nada tem a ver com o PSDB e que considera até uma “oposição fraca” a dos tucanos. Fora uns 3, é apenas o óbvio.

-Petistas mal-educados interrompem o discurso de uma mulher, senhoras e senhores. Se fosse a oposição, seria prova de “machismo”.

– Janaína está resfriada, sem voz, e PT continua tumultuando. Raimundo Lira não tem a menor firmeza para controlar a bagunça em sala de aula.

– Simone Tebet (PMDB-MS) pede ao presidente para cortar som do plenário. Ele fala de problema técnico já resolvido, mas não corta. Agora vai?

– Janaína mostra que 1º pilar da denúncia (Lava Jato) foi confirmado pelas investigações contra o PT e lamenta ter sido chamada de mentirosa.

– Janaína esquece o nome de Luís Inácio Adams. Normal, Janaína. Ninguém mais se lembra dele.

– Janaína lembra que STF favoreceu Dilma em 2015 anulando comissão formada por maioria de oposição e dando poder ao Senado de barrar processo.

– Janaína diz que Senado pode levar em conta denúncia na íntegra e cita ministros do STF que disseram que Senado não está submetido à Câmara.

– Janaína mostra incoerência do PT que acusa Cunha de golpe ao mesmo tempo que se apega à restrição que ele fez da denúncia contra Dilma. Boa!

– Janaína: “Vossas Excelências têm o poder e o dever de analisar nossa denúncia na íntegra”. Ela quer que parte do petrolão seja considerada.

– Janaína: “As pedaladas fiscais foram a maior fraude que eu já vi.”

– Janaína: “AGU tem que explicar para a nação por que o PSI encheu de dinheiro empresários bilionários” e “a Petrobras”. Porque PT é de elite

– Janaína: “A empresa de aviação Azul recebeu dinheiro do PSI.” PSI só favoreceu bilionários. “Sou eu que sou capitalista?”

– Janaína Paschoal: “Equalização é o pagamento da diferença dos juros do dinheiro tomado e do dinheiro emprestado.”

– Janaína: “Nós pagamos para ricos e bilionários ganharem dinheiro às nossas custas. Este é o governo que se diz preocupado com o social.”

– Janaína manda perguntar a Cardozo por que PSI deu tanho dinheiro a ricos. Diz que ele quer restringir denúncia porque não tem como explicar.

– Janaína: Lei de Responsabilidade Fiscal veda empréstimos de bancos públicos porque Tesouro controla. Se controla, não pode instrumentalizar.

– Janaína: Governo desrespeitou LRF ao antecipar crédito por banco público e fez novos sem resgatar. Recordar é viver:

pedaladas folha

– Janaína: “Aí, senadores, está o dolo. Eles não escrituraram nada disso, porque sabiam que era ilícito. Bancos tiveram que fazer auditorias.”

– Janaína: “Dilma poderia ter cortado dinheiro com viagens, ministérios, fechar TV Brasil, que só faz propaganda. Preferiu fazer decretos ilegais.”

– Janaína: “De tanto que estudei omissão eu tenho pavor de omitir. Eu tinha obrigação moral de trazer isso a conhecimento de Vs. Excelências.”

– Janaína diz que só queria ter a consciência de dormir tranquila. Petistas não fazem a menor ideia do que seja tal coisa.

– Janaína: “Ela sabia que nós não tínhamos poupança nenhuma. Sabia por causa das pedaladas, da sangria na Petrobras, dos gastos desenfreados.”

– Janaína cita de cor um monte de leis e artigos ignorados por Dilma, Lindbergh e demais membros da bancada da chupeta.

– Janaína mostra que adoraria ver uma mulher tendo sucesso na presidência. Mas, definitivamente, Dilma não representa as mulheres do Brasil.

– Janaína: “Na condição de brasileira, advogada, prof. de Direito Penal, amante apaixonada pelo Brasil, não tive alternativa” a denunciar.

– Janaína: “Eu sou brasileira. Esse é o meu partido.”

– Emocionada, Janaína ergueu Constituição e disse ser livro sagrado em que crianças devem acreditar. “PT não assinou, por isso fala em golpe.”

– Janaína: “Trabalho de Júlio Marcelo (procurador que destrinchou fraudes fiscais) foi não só ignorado, mas negado por Dilma” nos palanques.

– Não precisa explicar os vícios de professora, Janaína. Com Lindbergh na plateia, é impossível não confundir Senado com sala de aula.

– Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lamenta não poder questionar Miguel Reale, que foi embora pois Vanessa e demais governistas atrasaram sessão.

– Grazziotin tenta associar Janaína ao PSDB por causa de velho parecer sob encomenda. Janaína responde o óbvio: “Cobrei porque não sou do PSDB”.

– Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) diz que Grazziotin tenta desviar foco da análise dos crimes de responsabilidade de Dilma. Ela só faz cortina de fumaça.

– Cássio Cunha Lima: “O crime está caracterizado na ausência da autorização legislativa para os decretos. É cabal e irrefutável.”

– José Medeiros (PSD-MT) resume a sessão: “Foi uma gincana só, tentando impedir que Janaína e Miguel Reale pudessem falar ao povo brasileiro.”

– Janaína mostra como resmungo de Lewandowski ao fim de sessão recente é nada diante da decisão do STF de dezembro sobre supremacia do Senado.

– Janaína: fraude foi feita visando a eleição e crime foi continuado em 2015; ambos devem ser considerados, a despeito da restrição da Câmara.

– José Medeiros: “Ficou cristalino que argumentos do governo foram desmontados aqui. Já temos fundamentos suficientes para afastar Dilma.”

– José Medeiros: “Aquela história do golpe, da pecinha publicitária feita no Palácio. O golpe foi desmascarado, mas o golpe do governo.”

– Fátima Bezerra (PT-RN) xinga o discurso e a denúncia de Janaína Paschoal, com afetações de indignação sem fim. É o teatro que o PT sempre faz.

– Por mais que se fale do objeto da denúncia, PT sempre diz e dirá que não se falou a respeito; que tudo é discurso político. Parte do teatro.

– A estratégia petista de tentar desqualificar os autores da denúncia contra Dilma é evidente. Perdem o debate técnico e apelam à desqualificação.

– A petista Fátima Bezerra não refutou ponto algum da denúncia de Janaína. Nem se arriscou. Só disparou rótulos contra o depoimento. Patética.

– Ronaldo Caiado (DEM-GO) fala da síndrome lulista do “não sei”: “Petistas são refratários a tudo aquilo que está claro e explícito na Constituição.”

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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