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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Amansado pelo PT, Cunha rejeita impeachment sem ler

Eduardo Cunha é o novo engavetador-geral da República. Aparentemente, funcionou a estratégia petista de anunciar a saída do ministro das Relações Institucionais odiado por Cunha, Pepe Vargas, para amansar o presidente da Câmara dos Deputados que ameaçava levar adiante o processo de impeachment de Dilma ‘Rou7′ por creditar ao PT a sua inclusão entre os […]

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 11 Feb 2017, 14h20 - Publicado em 16 Mar 2015, 15h48

CunhaEduardo Cunha é o novo engavetador-geral da República.

Aparentemente, funcionou a estratégia petista de anunciar a saída do ministro das Relações Institucionais odiado por Cunha, Pepe Vargas, para amansar o presidente da Câmara dos Deputados que ameaçava levar adiante o processo de impeachment de Dilma ‘Rou7′ por creditar ao PT a sua inclusão entre os investigados pelo esquema do petrolão.

Agora Cunha está mais calminho.

O peemedebista nem leu o pedido protocolado na Câmara por Jair Bolsonaro, mas indicou nesta segunda-feira (16) que vai arquivar os documentos desse tipo que chegarem à Casa.

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Ele diz que o impeachment “não é a solução” e que “beira o ilegal e o inconstitucional”.

Ignoro a bravata sobre “solução”, mas qualquer coisa que “beira” o ilegal e o inconstitucional – ainda que isto fosse verdade – é perfeitamente legal e constitucional, assim como quem beira o buraco não caiu no buraco.

E o jurista Ives Gandra Martins já demonstrou que o impeachmeant de Dilma estaria absolutamente dentro da legalidade, sem beirar buraco algum.

Para Cunha, no entanto, “temos que buscar formas que ajudem o governo a se encontrar com aquilo que a sociedade deseja ver”. Assim como José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto, ele finge não entender que a sociedade deseja ver a saída de Dilma, como ficou claro no ato de 2,2 milhões de pessoas no domingo, 15 de março.

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Cunha critica os dois, com razão, pelo discurso de domingo na TV, mas age igualzinho a ambos na hora de proteger a presidente do perigo maior.

Como falei aqui desde a sua vitória na Câmara:

Se Cunha é derrota para o PT, estamos mal mesmo, hein.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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