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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

A verdadeira cultura do estupro

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 15 Feb 2017, 14h55 - Publicado em 3 Apr 2014, 23h42
Contra feministas

“Você não precisa ser contra os homens para ser a favor das mulheres. Fique contra a discriminação de genêro.”

[Acréscimo de 4 de abril: FIM DA FARSA DO IPEA! ATENÇÃO! VÁ PRIMEIRO PARA ESTE ARTIGO: País de estupradores, uma ova! IPEA admite que… eu estava certo! Ai, que chato! Maioria discorda de ataques às mulheres! Só falta o instituto, os jornais, a TV e os ativistas admitirem o proselitismo ideológico também]

Vamos conhecer a lógica dos ativistas:

Eu escrevi, de passagem, no meu primeiro texto sobre a pesquisa do IPEA a seguinte frase:

Não faço ideia se o índice de estupros diminuiria se as mulheres vestissem burcas“.

Eu estava falando do Brasil. Dos índices brasileiros. Das mulheres brasileiras.

Dezenas de ativistas vieram me xingar de tudo quanto é nome, inclusive de desinformado, alegando – como quem acredita refutar a frase – que o índice de estupros é alto nos países islâmicos, onde as mulheres vestem burcas.

Usaram o velho expediente esquerdista de tentar invalidar ou desmerecer minhas análises em função deste trecho banal sobre uma hipótese absurda, sobre a qual não me interessava refletir, porque o propósito era outro: avaliar as interpretações possíveis dos entrevistados pelo IPEA e o que (não) poderia ser concluído a partir do resultado de suas respostas.

[A propósito: compreender o raciocínio de alguém não é afirmar que a conclusão está correta. Até disso me acusaram por aqui, mas é outra história.]

A lógica dos ativistas, em resumo, é a seguinte:

O índice de estupros é alto nos países islâmicos onde as mulheres vestem burca. Logo, o índice de estupros não diminuiria no Brasil se as mulheres passassem a vestir burca.

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Pausa. Respire. Leia de novo. Analise se a 2ª parte é consequência lógica da 1ª. Analisou?

Claro que não é.

Se eles mostrassem algum estudo sobre a diferença de índice de estupros antes e depois da obrigação do uso da burca em uma mesma região, talvez eu pudesse, caso mantidas as demais variáveis em jogo, levar suas cacarejadas (ou “kakarejadas”) em consideração, principalmente se esta região fosse cultural e legalmente semelhante ao Brasil e encarasse todas as formas de estupro como crimes.

Mas é claro que eles não fizeram isso. Quando um ativista vê um colunista da VEJA dizer que não sabe alguma coisa, ele PRECISA dizer que sabe, ainda que NÃO SEJA A MESMA COISA!

Eu digo: Não sei se o índice DIMINUIRIA se tal hábito MUDASSE para aquele hábito.

Eles dizem: EXISTE aquele hábito em tal lugar e o índice É ALTO!

Eu penso: E daí? Se as mulheres de burca também são estupradas, isto só prova que a burca não é uma medida 100% eficaz contra o estupro, não prova que ela não pode eventualmente adiantar alguma coisa. Se os índices são altos, isto tem a ver com diversos fatores locais.

Eles pensam: Refutei o colunista desinformado, burro, imbecil da VEJA! Vou compartilhar no Face! “Gente, olha como ele é burro! Só podia ser da VEJA! Kkkkkkkk.”

E a bocozada curte, compartilha, aumenta os acessos e curtidas do meu blog, e garante o meu emprego… Obrigado!

II.

O curioso é que a burca foi inventada justamente – como escreve Daniel Greenfield no item III sobre o caso da jornalista Lara Logan estuprada no Egito – para marcar o conjunto de mulheres (as casadas com muçulmanos) que não poderiam ser estupradas. Sim, porque estuprar as outras não era problema algum, como aliás, em muitos casos, até hoje não é.

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Pior: “Na lei islâmica tradicional“, como também escreveu Jamie Glazov na FrontPage Mag, “o estupro não pode ser provado a não ser que quatro homens deponham como testemunhas (Sura 24:4 e 24:13). Em outras palavras, as mulheres estupradas não podem obter justiça em lugar algum onde a lei islâmica prevaleça. Mais terrível ainda: uma mulher que tem a coragem de dizer que ela foi estuprada, e não consegue as quatro testemunhas do sexo masculino (o que é, obviamente, quase sempre o caso), acaba sendo punida porque sua acusação é considerada como uma admissão de sexo pré-marital ou adultério. E é por isso que 75% das mulheres na prisão no Paquistão estão atrás das grades pelo crime de ser uma vítima de estupro.” (Isto somado ao fato de que os próprios familiares repudiam as vítimas desse crime, que, em alguns casos, são até mortas para salvaguardar a honra familiar.)

Para se ter uma ideia do que elas passam desde cedo, eis o trecho de um relatório da Human Rights: “Em novembro [de 2010], uma menina da nona série na cidade de Bahawalpur acusou o diretor da sua escola de tentativa de estupro, mas, após investigação, a polícia abandonou o caso dizendo que não havia provas suficientes, embora houvesse relatos de duas testemunhas oculares: professores que entraram na sala ao ouvir o grito da menina” (p. 167).

Some-se ainda o caso do Afeganistão, onde chegou a ser aprovada uma lei “que obriga a esposa xiita a fazer sexo com seu marido sempre que ele exigir, sob pena de ser privada de sustento por ele” e onde a política “Fawzia Koofi sofreu um atentado a tiros, em março, depois de ter recebido seguidas ameaças de morte por criticar a aprovação do chamado ‘estupro marital’ para a minoria xiita“, como escreveu Thais Oyama na VEJA em maio de 2010. “O Afeganistão“, segundo Thais, “livrou-se do jugo do Talibã, mas não conseguiu varrer o obscurantismo religioso que ele ajudou a disseminar. A interpretação radical e misógina dos princípios do Islã é a principal causa da tragédia das mulheres afegãs.” Uma tragédia que inclui mutilação genital e ataques com ácido, sem contar as tentativas de suicídio à base de atear fogo ao corpo. Lá sim “a aplicação de castigos físicos a mulheres de ‘mau comportamento’ continua a ser vista como um DEVER e um DIREITO da família” [grifos meus].

Ou seja: não é de surpreender que os mesmos ativistas que fazem inferências morais sobre a população brasileira a partir de questões vagas ou técnicas do IPEA queiram também tirar conclusões levianas sobre o Brasil a partir do exemplo dos países islâmicos.

Em todo caso, sobre a hipótese insana de que a mulherada passe a vestir burca ou algo parecido, diz-me o professor doutor de Direito Penal Francisco Ilídio: “É improvável, embora possível que o número de estupros caia, mas não significativamente, uma vez que a maior parte dos crimes é cometida intramuros, especialmente, dentro das próprias residências das vítimas“. O próprio IPEA revela que “70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima, o que indica que o principal inimigo está dentro de casa.” E a agressão ainda se repete em quase 50% dos casos quando o estuprador é um conhecido.

A possibilidade de uma mulher ser atacada por um desconhecido é de 4 a 5 vezes menor do que a possibilidade de ser atacada por um familiar ou por pessoa com quem se relaciona afetivamente. “Considerando que o uso da burca perante familiares não é obrigatório, nem mesmo em regimes que adotam a sharia, isto não teria muito impacto“, segundo o professor. As relações entre vestimenta-estupro existem (e dizer isto não é culpar ninguém pelo ato criminoso, como os ativistas se apressam em acusar), mas “são mais importantes em situação de crimes de oportunidade, onde seleciona-se, em regra, alvos mais visíveis, e em casos de assédio sexual no ambiente de trabalho“. Quando se considera o universo total dos crimes sexuais, aí as roupas são um fator relativamente menor, é claro.

Em suma: é provável que não houvesse mesmo mudanças significativas no índice de estupro em função da citada mudança de vestimenta, mas, a menos que se apresente um estudo sério e conclusivo a respeito, ninguém pode afirmar, com aqueles 100% de certeza que os ativistas têm ou fingem ter, que os índices não diminuiriam, muito menos usar as estatísticas nada confiáveis do Islã como argumento para prová-lo. Quando digo que “não faço ideia” de tal coisa não é porque não entendo nada da coisa, mas porque a ideia provavelmente não pode mesmo ser feita com precisão e não me interessa na hora, repito, divagar a respeito de tamanha loucura.

Mas já que estamos divagando, o professor Francisco Ilídio lembra o outro lado: “Se por um lado não é possível dizer com certeza que o número de estupros aumentaria ou diminuiria se as mulheres usassem burca; usando a mesma linha de argumentação pelo extremo, pode-se dizer que, provavelmente, se as mulheres saírem nuas os casos de estupro aumentarão“. (Que absurdo!, grita a feminista nua nessa hora, culpando a “sociedade patriarcal”…)

E que fique claro: 70% das vítimas de estupro no Brasil têm menos de 17 anos e 50,3% menos de 13! Isto está muito mais ligado a pedofilia e abuso sexual de menor do que à ideia de mulher “atacada” (segundo o dicionário do IPEA) por estranhos, ainda que o estuprador seja desconhecido em 60,5% dos casos envolvendo adultos, os quais correspondem a apenas 30% das vítimas. Já indiquei a matéria da VEJA sobre os perfis de estupradores – aquele tipo de gente que tem de ser denunciada e presa porque não se comove com pombinhas da paz, nem com feministas com plaquinhas sobre o corpo seminu em páginas do Facebook.

Se há uma cultura no Brasil, é a “do crime e da impunidade”, fomentada há décadas – como já mostrei em vários artigos e no nosso best seller – pelo mesmo governo do PT que tira casquinha do discurso feminista no Brasil enquanto se cala diante das atrocidades contra as mulheres em países aliados que adotam uma versão radical da Sharia; e pelos ativistas de esquerda, os mesmos que agora usam uma pesquisa fajuta do IPEA – divulgada no momento do escândalo da Petrobras – para acusar a população brasileira de um “machismo” criminoso.

Esta gente, que é tão boa de leitura quanto de lógica, não faz a menor ideia do que seja uma verdadeira “cultura do estupro”.

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III.

A CULTURA MUÇULMANA DO ESTUPRO
Daniel Greenfield – 01/05/2011

Quando Lara Logan viajou ao Egito para cobrir os protestos da Praça Tahrir, ela não sabia que estava indo trabalhar em um país onde os percentuais de mulheres agredidas sexualmente, principalmente estrangeiras, são tão altos que se tornaram universais. Em uma profissão politicamente correta, tais verdades são politicamente incorretas. E mesmo hoje em dia toda a cobertura da imprensa evita cuidadosamente mencionar uma palavra perigosa: Islã.

laratahrir.08A cultura muçulmana do estupro não começou na Praça Tahrir, nem vai terminar lá. Começou, na verdade, quando no ano 624 Maomé descobriu um modo engenhoso de recompensar seus seguidores. Em acréscimo aos troféus de guerra, ele lhes deu permissão para capturar e estuprar mulheres casadas. Antes isso seria considerado adultério. Agora se tornara um incentivo para ser um dos Santos Guerreiros do Islã. Não é difícil imaginar como era feio e terrível o acampamento dos seguidores de Maomé para uma mulher. É por isso que a burca foi inventada.

Os apologetas islâmicos insistem em que a burca tem algo a ver com a modéstia feminina. Mas o Corão explica abertamente por que ela foi criada. “Digam a suas esposas e filhas e às mulheres dos crentes que vistam seus mantos (véus) por cima do corpo todo, para que se distingam e não sejam molestadas.” O hijab foi inventado por motivo semelhante no Líbano, nos anos 70, para distinguir as mulheres xiitas, a fim de não serem molestadas por terroristas islâmicos. O propósito da burca era parecido com uma marcação de gado, separando as mulheres casadas com maridos muçulmanos das mulheres escravas que eram capturadas na guerra. As primeiras eram propriedade de seus maridos e intocáveis, as últimas eram presa legítima para qualquer um. Para um muçulmano, a burca é um sinal que significa “apenas meu marido pode me estuprar”, enquanto a ausência da burca significa “todos podem me estuprar”.

Quando o Grande Mufti da Austrália, Sheik Hilaly, justificou uma infame série de estupros cometidos por gangues ao comparar as mulheres a carne abandonada diante de um gato, ele explicou o fundamento da cultura muçulmana do estupro. As mulheres são sempre a parte culpada, porque são mulheres. Se elas recusam-se a se desfeminizar usando a burca e tornando-se apenas mais um fantasma assombrando as ruas de Cairo ou Sidney com sua ausência de individualidade, então elas são automaticamente culpadas de seu próprio estupro.

No Ocidente, o estupro é crime porque é um ataque a um ser humano. No Islã, só é crime por ser um ato sexual que acontece fora do casamento. Em muitos países islâmicos, zina, adultério ou conduta sexual imoral em geral, é uma acusação que pode ser feita tanto contra o estuprador quanto sua vítima.

Mesmo no caso em que Maomé ordenou a execução de um estuprador, ele primeiro perdoou sua vítima por tomar parte no ato. Na medida em que o Islã criminaliza o estupro, ele o faz enquanto crime de propriedade ou perturbação da ordem pública. E impõe exigências elevadas de prova cuja satisfação torna-se quase impossível.

No Islã as mulheres são objetos, não sujeitos. Fisicamente seus corpos inteiros são considerados awrah, uma palavra árabe que significa nudez, falha ou defeito, termos que resumem amplamente a visão muçulmana sobre as mulheres. Até mesmo suas vozes são consideradas awrah, ou seja, até uma mulher totalmente coberta é uma coisa imoral ao falar. A mulher existe dentro do Islã como um objeto imoral. E isso dá aos homens muçulmanos a permissão implícita de atacá-la, enquanto se culpa a própria natureza dela por tentá-los a cometer o ato.

O Islã não considera o estupro como um crime contra a mulher. É um crime contra os pais e os maridos. Não há crime se um marido estuprar sua própria esposa. Essa é uma regra que os eruditos muçulmanos continuam a pregar nos dias de hoje. E um canal de TV islâmico do Reino Unido foi censurado por transmitir essa visão. Sob a lei islâmica, um marido tem todo o direito de agredir sua esposa se ela se recusa a servi-lo, até que ela consinta em fazê-lo. A mulher não tem controle sobre seu corpo. Somente o homem a quem ela pertence tem esse poder.

Em uma sociedade tribal, o estupro é um crime contra a propriedade e a honra. Para o pai, a virgindade da filha é um item valioso que aumenta seu valor de mercado. Casá-la é uma maneira de estabelecer um relacionamento entre duas famílias. Para o marido, a castidade de sua esposa mantém o valor de sua propriedade e garante que a prole é realmente sua. Atacar uma mulher é cometer um crime contra a propriedade comunal de uma família. Mas uma mulher sozinha não tem direitos sobre seu corpo que todo homem é obrigado a respeitar, como Lara Logan descobriu na Praça Tahrir.

Uma mulher desacompanhada não tem dono. Uma mulher estrangeira está fora da proteção do sistema tribal que utiliza vendetas familiares para resolver disputas. Não é à toa que os percentuais já estratosféricos de assédio sexual no Cairo sobem a um valor universal quando se incluem as mulheres estrangeiras.

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burka3A burca coloca a responsabilidade de se desfeminizar e marcar-se como propriedade nas próprias mulheres. Séculos de jurisprudência islâmica põem na mulher o peso da responsabilidade por qualquer ataque, como objeto que tenta os homens a pecar. O raciocínio circular do Islã diz que se um homem ataca uma mulher, é porque ela o tentou. A feminilidade é inerentemente um objeto de tentação. A burca e o hijab começaram como um modo de desfeminizar as mulheres para sua proteção, mas terminaram como uma acusação às mulheres. As mulheres passaram a não mais ser desfeminizadas para sua proteção, mas para a proteção dos homens.

Por que teriam que ser desfeminizadas as mulheres, suas faces cobertas e sua voz silenciada, se não houvesse uma força terrível e misteriosa na feminilidade que provoca os homens?

Foi exatamente isso o que afirmou o ex-presidente do Irã, quando disse que “as pesquisas científicas mostram que os cabelos das mulheres emitem raios que enlouquecem os homens”. Mais recentemente, um clérigo iraniano explicou que as mulheres que não se vestem com modéstia corrompem os homens e causam terremotos. As rotas de vôo de aviões iranianos tiveram de ser desviadas de um estádio onde mulheres jogavam futebol com medo de que seus raios capilares pudessem afetar os passageiros.

Por trás dessa loucura dos raios capilares esconde-se uma idéia mais feia, a de que as mulheres são criaturas não-naturais e que os homens não são responsáveis por sua conduta diante delas. Se um homem estupra uma mulher, talvez os raios capilares dela o levaram a fazê-lo. Se elas podem causar terremotos, por que não? A cultura jurídica ocidental diz que os homens têm mais autocontrole quando tratam com as mulheres. A jurisprudência islâmica cria razões contra as mulheres para inocentar seus estupradores.

Como é que você vende a idéia de direitos iguais para pessoas que vêem as mulheres como objetos perigosos que têm de ser trancados a sete chaves?

Sob o Islã uma mulher não pode dizer não exceto passivamente ao se desfeminizar, ao permanecer de purdah em casa ou levar um purdah ao sair, cobrindo todo seu corpo e rosto com uma burca, jamais encontrando o olhar de um homem ou a ele se dirigindo. E mesmo que ela siga todas as regras e seja atacada, então talvez tenham sido seus raios capilares que ultrapassaram o tecido negro da burca, no fim das contas. Não há jeito de uma mulher ser inocente, exceto não nascer. Enquanto objeto, ela é sempre culpada de seduzir os homens. Os níveis de culpa podem variar. Se os níveis são bastante baixos, ela pode ser perdoada por causar imoralidade e seu estuprador pode receber uma pena. E sua família ainda pode matá-la a fim de enterrar, junto com seu corpo, a vergonha que ela representa para eles.

Como todas as regras sociais, essas não se aplicam igualmente para todas as mulheres. A filha de uma família rica, urbana e ocidentalizada gozará da imunidade que a filha de uma família pobre de aldeia não terá. A filha rica vai freqüentar a Escola Londrina de Economia, usar Twitter e servir como exemplo de que seu país e o Islã são realmente muito liberais. A filha pobre será a segunda esposa de um gordo e aborrecido mercador e terá sorte se ele não bater nela até a morte quando ela perder seus encantos.

Enquanto isso, os rapazes percorrerão as ruas frustrados e chateados. Eles roubarão tudo que não esteja amarrado, juntar-se-ão aos protestos e assediarão sexualmente as mulheres. Quando repórteres ocidentais afluíram ao Cairo para cobrir o movimento pró-democracia, eles foram cercados do que pensaram ser manifestantes pró-democracia. O que estavam fazendo era adentrar numa das cidades mais superpovoadas do mundo, onde gangues de manifestantes haviam esmagado a polícia e criado um estado aberto de anarquia. A cultura muçulmana do estupro fez o resto.

No que se refere aos atacantes, Lara Logan não tinha direitos que eles eram obrigados a respeitar. Ela não era a esposa ou filha de ninguém que eles conheciam. Ela não era nem mesmo muçulmana. Eles não tinham nenhuma relação de parentesco com ela. Isso quer dizer que, da mesma forma que no acampamento de Maomé, ela não pertencia a ninguém. Em outras palavras, ela era de quem chegasse primeiro.

Na cultura muçulmana do estupro, uma mulher não pode ativamente recusar um homem. Pode apenas passivamente demonstrar que ela lhe é proibida ao desfeminizar-se a si mesma. Lara Logan não tinha feito isso. Mas mesmo que tivesse feito, não lhe teria valido muito. Alguns anos atrás, até mulheres cobertas dos pés à cabeça haviam sido atacadas por gangues no Cairo. Pondo mais lenha na fogueira, vieram os cantos de “Yahood, Yahood”, “Judia, Judia”. Maomé decidiu tornar legal a captura e o estupro de mulheres judias. A associação não foi feita diretamente, mas indiretamente estava lá. Lara Logan foi marcada como membro de uma tribo inimiga.

10-26g-04O raciocínio é bizarro, mas a jurisprudência islâmica é produto de tal bizarrice. Ela se origina na vontade de Maomé, cujo único princípio consistente era fazer o que ele quisesse. Como profeta, ele freqüentemente fazia e descumpria suas próprias leis, e então fazia outras. Quatro testemunhas são necessárias para um ato de imoralidade sexual, porque em um determinado momento três testemunhas acusaram a própria esposa de Maomé de tal ato. Antes disso, Maomé havia agido baseado no testemunho de apenas uma pessoa.

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Maomé modificou a lei para poder se casar com a esposa de seu filho e ficar trocando de esposas. Depois que Maomé recebeu outra urgente revelação permitindo-lhe agir sexualmente como bem quisesse, sua esposa Aisha disse, “Ó Apóstolo de Alá, eu só vejo que teu Senhor sempre se apressa em te satisfazer.” Eis toda a jurisprudência islâmica. Era um código que existia apenas para satisfazer os impulsos sexuais de Maomé.

Se Alá existia somente para permitir que mulheres servissem sexualmente a Maomé, que poder podem ter as mulheres no Islã?

A cultura muçulmana do estupro origina-se daquele mesmo código. Um código que existe para satisfazer e favorecer os homens muçulmanos e aviltar as mulheres como uma espécie inferior, cujo corpo é imundície, cuja forma é corrupção e que só pode ser boa na medida em que ela se torna uma não-pessoa, ficando quieta e longe da vista. Ele começa com a inferioridade das mulheres e termina no paraíso cheio de eternas virgens que jamais dizem não. Alguém poderá perguntar o que ganham as mulheres. Mas o que elas ganham não importa. O Islã não foi mesmo feito para elas.”

Original: Muslim Rape Culture and Lara Logan. Publicado no Spem in Alium. Tradução: De Olho na Jihad. Reprodução: Heitor de Paola / Mídia Sem Máscara.

Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil

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