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A moral “Black Bloc” do PSOL: Marcelo Freixo e seus partidários, antes e depois da morte de Santiago

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1.
 
Marcelo Freixo sobre Black Blocs, antes da morte de Santiago:
 
“Vários movimentos têm vários métodos distintos. Eu não sou juiz para ficar avaliando os métodos em si.”
 
Marcelo Freixo sobre Black Blocs, depois da morte de Santiago:
 
“Sou totalmente contra a violência, como método e como princípio.”
 
No PSOL é assim: o cadáver faz o juiz.
 
[Repercussão no Facebook – aqui.]
 
2.
 
Edilson Silva, da Executiva Nacional do PSOL, no site do partido, antes da morte de Santiago:
 
“(…) Para quem pretende mudar o mundo de verdade, não deve parecer utópico ou ingênuo demais querer ver os movimentos e partidos da esquerda coerentes, como o PSOL, dialogando com a tática Black Bloc, respeitando todas as táticas e o máximo possível as sensibilidades mais positivas da opinião pública e da consciência das massas, respeitando-a e sem capitular a ela, como defendia Lênin; ou disputando a hegemonia, como teorizava Gramsci, fazendo desta consciência social mais um aliado na construção de uma sociedade mais próxima da que precisamos. Talvez esteja aí o nosso desafio nesta questão da tática Black Bloc.”
 
O artigo de Edilson Silva pregando o diálogo e a aliança do PSOL (pelo visto, o Partido Submisso às Orientações de Lenin) com os Black Blocs como estratégia política foi retirado do site do partido – conforme denunciei aqui e aqui – no dia seguinte à morte de Santiago – aquele cinegrafista da Band, diga-se, que, segundo o Sindicato dos Jornalistas do Rio presidido pela militante do PSOL Paula Mairán, ex-assessora de Freixo e coordenadora de sua campanha à Prefeitura do Rio em 2012, “não estava preparado para enfrentar um risco como esse”.
 
No PSOL é assim: morre um inocente assassinado, apagam-se os vestígios da aliança com os terroristas – e ainda se atribui parte da culpa à própria vítima.
 
3.
 
Chico Alencar, deputado federal do PSOL, depois da morte de Santiago:
 
“Nunca dialogamos ou fizemos acordo com grupo minoritário e de orientação anarquista como os Black Blocs. Discordamos da tática e desconhecemos a estratégia. Temos que demarcar com mais nitidez essas posições diferenciadas.”
 
Financiadores dos Black Blocs, segundo planilha repassada por Elisa Quadros, a “Sininho”, em grupo fechado no Facebook, e divulgada pelo site de VEJA nesta quinta-feira, referente a um ato realizado pelo grupo no dia 24 de dezembro, batizado “Mais amor, menos capital”:

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Os vereadores Jefferson Moura e Renato Cinco, apontados como doadores de 400 reais e 300 reais, respectivamente, são políticos do PSOL (sendo a esposa de Marcelo Freixo, Renata Stuart, assessora de comunicação do mandato de Cinco).
 
No PSOL é assim: “nunca dialogamos”, só pregamos o diálogo e… financiamos de uma vez.
 
4.
 
Nota do Sepe – Sindicato Estadual dos Professores de Educação, controlado pelo PSOL e pelo PSTU, por ocasião da greve dos professores que tiveram os Black Blocs como aliados, inclusive na violência, muito antes da morte de Santiago:
 
“Defendemos incondicionalmente os Black Blocs das ações policiais”.
 
Vídeo em que os ditos professores agradecem apoio dos Black Blocs:
 

 
Nota oficial do PSOL depois da morte de Santiago:
 
“Nosso partido apoia de forma irrestrita o direito à livre manifestação e recrimina a postura repressiva do aparato estatal. Mas ao mesmo tempo, não concorda e nem participa de ações efetuadas por pequenos grupos [como os Black Blocs] presentes em alguns atos.”
 
No PSOL é assim: “não concorda e nem participa”, só se alia na baderna.
 
5.
 
Crítica de Cid Benjamin, militante do PSOL, ao próprio partido e suas figuras proeminentes (como Freixo, eu diria) depois da morte de Santiago:
 
“(…) o PSOL e algumas de suas figuras públicas devem tirar do caso uma lição: não basta ficar em declarações contra a violência em geral, como tem sido feito até aqui. [A rigor, nem isso foi muito feito…]
 
Já devia ter havido uma condenação clara e explícita da prática desses grupos que, a pretexto de estarem combatendo o capitalismo, depredam agências bancárias, bancas de jornais e equipamentos públicos, como sinais de trânsito e pontos de ônibus. E levam rojões e outros artefatos explosivos para manifestações.
 
Deve ser dito, inclusive, que em alguns casos eles provocam a polícia (…).
 
No PSOL é assim: alguém sempre sabe que os outros dissimulam.
 
6.
 
Não. O PSOL não “reconhece erro”, como afirmou a reportagem do Estadão. O PSOL aplica um método, exposto no artigo de Edilson Silva.
 
Como estratégia política, seus partidários dialogam, apoiam “incondicionalmente” e até financiam os terroristas Black Blocs, mantendo-os, de uma forma ou de outra, sempre “JUNTOS” (nome, aliás, do movimento liderado pela psolista Luciana Genro supostamente contra o aumento das tarifas de transporte público). Depois, se aparece um cadáver, dizem no máximo que não foram muito “explícitos” ou reagiram de “forma tímida”.
 
É a moral do PSOL. É a moral de Marcelo Freixo. É a moral socialista.
 
Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil
 
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  1. Comentado por:

    Jose Limeira

    Felipe, meu brother Luiz Trevisani está fazendo uma série de marchinhasde carnaval zoando com os esquerdóides do país. Agora ele acertou a mão numa música pra tal da Sininho. E ainda aproveitou pra fazer tipo uma “revolução dos bichos” em forma de marchinha. olha a letra:
    Uma vaca chamada Sininho
    O sol raiou na Fazenda Brasil
    Mais um dia já vai começar
    É tanto trabalho pesado
    Que não dá tempo nem pra pensar
    Mas o bom cabrito não berra
    Às vezes até acha graça
    Dos gatos roubando comida
    Dos porcos fazendo arruaça
    E onde tem confusão
    Tem sempre o dedinho
    De uma vaca chamada Sininho (2X)
    Mas nem todo animal é igual
    Alguns são até meio fúteis
    Os bois de piranha são muitos
    Os burros são sempre tão úteis
    Os ratos se dão muito bem
    Os patos não dão nem pro gasto
    Tem bicho vivendo com medo
    Dos bichos morrendo no pasto
    E onde tem confusão
    Tem sempre o dedinho
    De uma vaca chamada Sininho (2X)
    pra ouvir, clique no link: https://soundcloud.com/luiz_trevisani/uma-vaca-chamada-sininho
    abração,
    JsLmra

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  2. Comentado por:

    Bruno Sampaio

    E aí, PSOL, vai ser o que? Calabreza, muçarela, ou meio a meio? Decide aí, pô!
    Esse povinho me dá nojo e vontade de sentar o braço!

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  3. Comentado por:

    Jonas

    O Globo está tentando dizer que o moleque preso não é o homicida.
    Esta foto prova o contrário:
    https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc1/t1/q71/s720x720/1900149_458322830936382_622690156_n.jpg

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  4. Comentado por:

    ANGELO SANTOS

    Só para desencargo de consciência, espetral freixo é o deputado que anda com escolta da PM ? Obrigado

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  5. Comentado por:

    emedege

    PARTIDOS POLÍTICOS COMO O PSOL, QUE APOIAM O TERRORISMO, DEVERIAM SER BANIDOS DA VIDA POLÍTICA DO PAÍS!
    ESSA ESQUERDÁLIA PSICOPATA SERÁ A PORTA DE ENTRADA PARA O TERRORISMO MUÇULMANO AQUI NO BRASIL, PORQUE OS PETRALHAS JÁ ANDAM FLERTANDO COM ESSES RADICAIS, E OS DONOS DO GRUPO RBS DO SUL DO PAÍS QUE APOIAM TANTO O GOVERNO ATUAL, DEVERIAM PENSAR UM POCO NISSO!

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  6. Comentado por:

    Jonas Silva

    Nada -nada- pode ser mais asqueroso que essa nota desse sujeito da OAB. (Como é comum à esquerda: sempre do lado do criminoso, sempre culpando sua vítima.)
    https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/irresponsaveis-2-a-oab-rj-perdeu-a-moral-para-representar-a-defesa-do-estado-de-direito-no-rio-nota-vergonhosa-sobre-o-ataque-a-cinegrafista-desmoraliza-os-advogados-do-rio-ou-reagem-ou-pa/

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  7. Comentado por:

    Golden Boy

    PSOL, nada mais que um PT piorado.

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  8. Comentado por:

    Cesar Silva

    ESSA GENTE HÁ DE PAGAR.

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  9. Comentado por:

    Cláudio Marcos da Silva

    Chico Alencar não é um daqueles patetas que posou com o criminoso italiano Cesare Battisti? Essa gente gosta mesmo é de bandido.

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