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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

‘Pérola’ de Dilma no debate da Globo: “Acho que todo mundo pode cometer corrupção”. É o que parece mesmo!

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 02h56 - Publicado em 3 out 2014, 23h14

Captura de Tela 2014-10-03 às 22.12.44Não foi só a confissão de ter mais do que dobrado o esgoto no Brasil. No debate de quinta-feira da TV Globo, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) soltou outra ‘pérola’ ainda mais emblemática de seu governo. E foi logo no primeiro embate, na tréplica a Luciana Genro, quando teve de responder à candidata do PSOL sobre os escândalos de corrupção na Petrobras, assunto que voltaria à pauta nos confrontos com Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB).

Veja como se saiu a presidente, quando não estava lendo a sua colinha.

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“E quero dizer uma coisa: não acredito que tem alguém acima de corrupção. Acho que todo mundo pode cometer corrupção”.

É o que parece mesmo! No governo do Petrolão, do qual Dilma diz que não sabia de nada, parece que muita gente não só pode como comete de fato. A gente só fica na dúvida se esse “pode” indica uma possibilidade ou uma autorização.

Em todo caso: se, para Dilma, ninguém está acima da corrupção (fale por você, presidente!), ela está apenas confessando que tampouco está, de modo que temos – e isto é apenas a conclusão lógica do que ela disse – uma presidente-candidata no mínimo sujeita às tentações de atos corruptos em seu governo.

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Que beleza! Depois eu digo que Dilma dá mau exemplo às crianças, e os militantes petistas reclamam.

Para quem analisa as falas da presidente, aliás, resta sempre esse dilema: aliviar a sua barra atribuindo determinada ‘pérola’ à sua tremenda dificuldade de expressão, ou entendê-la por aquilo que ela de fato disse. Em outras palavras: a gente fica na dúvida se o dilmês é linguístico ou moral, ou os dois. O problema é que a boa vontade ao escolher a primeira opção acaba dando à presidente um salvo-conduto para falar as maiores barbaridades, não raro bastante reveladoras.

Dá para entender por que ela precisa de colinha?

Eu sei, eu sei: a colinha também tem cada uma…

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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