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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

‘Drogas x álcool’ e ‘Cuba x China’: as perguntas que não querem calar

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 02h25 - Publicado em 24 dez 2014, 12h49

fidel-castro-chinese-photoA pergunta “por que não acabar com o embargo à ditadura cubana se não há embargo à ditadura chinesa?” é como “por que não legalizar as drogas se o álcool é legalizado?”. A resposta a ambas é muito simples: um problema não justifica a criação de outro.

Já temos o bastante com doenças, acidentes, crimes e até desgovernos agravados pelo álcool, que dirá quando as drogas se tornarem mais acessíveis. Já temos o bastante com uma ditadura rica a oprimir cidadãos sem liberdade, que dirá com duas.

Obama não criou o embargo a Cuba, ele apenas perdeu – como mostrei aqui – a oportunidade histórica de usar o embargo herdado como forma de pressão para democratizar a ilha-presídio de Raúl Castro, o ditador que já avisou, depois do acordo dimplomático, que o país não sairá do ‘rumo socialista’.

Drogas e álcoolA humanidade já paga um alto preço pelas vantagens das relações comerciais com comunistas e da bebida à disposição do indivíduo.

Por que consolidar mais um problema se já temos tantos? Não seria melhor sufocá-lo na raiz?

Essas são as perguntas que deveriam ser feitas.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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