Clique e assine a partir de 9,90/mês
Educação Sentimental Por Betty Milan Nós hoje tendemos a focalizar só os fatos. Com isso, perdemos de vista a vida que, sendo o nosso maior bem, é efêmera. Como a vida tanto depende da atualidade quanto dos sentimentos, vou andar na contramão e falar sobretudo deles

Quem não se aventura não vive

A palavra aventura remete à surpresa e ao risco. Quem se aventura se surpreende e se renova. Mas isso não é possível sem correr algum tipo de risco. O simples fato de romper hábitos é vivido como um risco, e a tendência é não sair do lugar. Qualquer viagem é uma aventura. Isso é inegável quando […]

Por Katia Perin - Atualizado em 9 Feb 2017, 14h17 - Publicado em 25 Jan 2016, 10h00
Cena do filme 'Táxi', de Jafar Panahi

Cena do filme ‘Táxi’, de Jafar Panahi

A palavra aventura remete à surpresa e ao risco. Quem se aventura se surpreende e se renova. Mas isso não é possível sem correr algum tipo de risco. O simples fato de romper hábitos é vivido como um risco, e a tendência é não sair do lugar.

Qualquer viagem é uma aventura. Isso é inegável quando se trata de um ocidental na Índia, pelo simples fato de que o gesto com o qual o indiano diz sim é o gesto com o qual nós dizemos não. Até se habituar, o ocidental toma o assentimento por uma recusa. Pode ele estar no hotel mais luxuoso do país, para tudo o que ele pede a resposta é não.

nadinha

Continua após a publicidade

Quando a porta está fechada, a gente sai pela janela. O artista faz isso continuamente. Preso no Iraque em 2010, o cineasta Jafar Panahi foi proibido de filmar o país. Isso não o impediu de fazer Táxi em Teerã, premiado em vários festivais. Instalou-se no volante de um táxi e atravessou as ruas da cidade, filmando os passageiros que entravam e saíam. O resultado é um grande filme – feito com pouquíssimos recursos – sobre a sociedade iraniana e a coragem que a arte requer.

Publicidade