Educação em evidência Por João Batista Oliveira O que as evidências mostram sobre o que funciona de fato na área de Educação? O autor conta com a participação dos leitores para enriquecer esse debate.

Quem tem melhor desempenho na educação: municípios maiores ou menores?

O senso comum pode sugerir que municípios maiores têm mais recursos humanos e financeiros, e, consequentemente, podem oferecer educação de melhor qualidade.

Por João Batista Oliveira - Atualizado em 15 out 2019, 12h48 - Publicado em 15 out 2019, 12h43

No 11º post da série sobre o Estudo “Para desatar os nós da educação – uma nova agenda”, analisamos se o tamanho do município está associado a melhor ou pior desempenho escolar.

O senso comum pode sugerir que municípios de maior porte possuem mais recursos – humanos e financeiros – e, consequentemente, podem oferecer educação de melhor qualidade. Mas o senso comum também pode dizer que municípios menores oferecem melhores condições – mais tranquilidade, menos distrações – e, portanto, levariam a um melhor desempenho escolar. O mesmo senso comum pode dizer que municípios muito pequenos não possuem condições mínimas para oferecer educação de qualidade. Ou, ao contrário, nesses municípios seria mais fácil oferecer educação de qualidade, pois seriam poucas as escolas e menores os problemas a enfrentar.

O que dizem as evidências? Esta pergunta pode ser respondida com objetividade, e a figura 15 traz a resposta. Cada ponto na figura representa um município – aqui estão representados todos os municípios que participam da Prova Brasil.

Os dados mostram que não há qualquer relação entre tamanho e desempenho. Para qualquer faixa de população, há um número semelhante de municípios abaixo e acima em termos de desempenho na Prova Brasil. Isso vale tanto para o 5º quanto para o 9º ano.

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Podemos aprofundar a análise observando a figura 17 e a figura 18. Elas apresentam a mesma informação de forma mais detalhada, desagregando os dados por unidades de população.

São feitas observações com base nos resultados de 2007 e 2017. O que chama atenção é o comportamento errático: conforme a população aumenta, o desempenho médio ora aumenta ora diminui. O crescimento é mais homogêneo, principalmente no 5º ano.

Os dados mostram que há outros fatores mais relevantes a explicar o desempenho escolar. Tamanho, como vimos neste post, não é documento.

 

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