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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Razões paroquiais

É torto o raciocínio de governadores e prefeitos que não querem ser incluídos na reforma

Por Dora Kramer - 5 Jul 2019, 09h51

Tem alguma coisa errada no raciocínio de governadores e prefeitos que não querem ver estados e municípios incluídos na reforma da Previdência por razões político-eleitorais. O argumento é o de que a reforma traz desgaste junto ao eleitorado o que pode acabar favorecendo os respectivos adversários tanto nas eleições municipais do ano que vem quanto nas estaduais de 2022.

Ora, as pesquisas indicam aumento significativo de apoio popular à reforma e, portanto, a lógica diz que sua aprovação renderia mais bônus que ônus. Além disso, há a situação objetiva das contas. A crise fiscal dos estados só se agrava quanto mais for adiada a modificação nas regras da Previdência.

Caso não sejam incluídos na reforma por meio de destaque de votação em plenário, estados e municípios não escaparão de fazer as mudanças no âmbito local. Isso se não falirem antes o que, convenhamos, não seria do agrado dos eleitores.

De onde só se pode concluir que suas excelências estaduais e municipais interessadas em liquidar a questão no Congresso estejam querendo apenas empurrar o abacaxi para os sucessores.

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