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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Presa comum

Sara Winter não reúne condições para encarnar o papel de mártir

Por Dora Kramer - 15 Jun 2020, 14h35

A prisão de Sara Fernanda, vulgo “Winter”, era fava contada e obviamente desejada por ela a fim de assumir papel de mártir do acampamento de celerados, finalmente desmontado pela polícia de Brasília. A jogada é conhecida, mas para dar certo é preciso que o (a) candidato (a) a vítima reúna condições com as quais a dita ativista não conta.

É necessário, principalmente, que esteja dentro e não à margem da lei de modo a que se caracterize a pretendida injustiça. É imprescindível também que a causa defendida conte com apoio de maioria expressiva e que a pessoa “martirizada” não seja agente de provocador do infortúnio com o objetivo de tirar alguma vantagem.

Pois Sara Fernanda não conta com nada disso: “cavou” a prisão mediante repetidas provocações, cometeu ilegalidades em série e, ao que se vê nas ruas e nas pesquisas de opinião, as motivações e os métodos dela só atraem a simpatia de uma minoria.

Por essas razões não conseguirá encarnar o papel de mártir, muito menos o de uma presa política. No máximo, uma aprendiz de política presa.

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