Clique e assine a partir de 9,90/mês
Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Porta entreaberta

Talvez Bolsonaro esteja avaliando custo-benefício do embate inútil com o Senado

Por Dora Kramer - 21 ago 2019, 12h52

A motivação não é republicana. Jair Bolsonaro entreabriu a porta para rever a indicação do filho Eduardo para a embaixada em Washington porque não quer submeter “o garoto” a um “fracasso” e não pela óbvia razão de que tal indicação não preenche os requisitos do bom senso governamental.

De qualquer forma, o que parecia inamovível pode vir a ser removível. Talvez o presidente esteja avaliando a relação de custo-benefício de um embate inútil com o Senado, notadamente em meio a assuntos de interesse na Casa como reformas e o futuro exame do nome escolhido por ele para comandar a Procuradoria-Geral da República.

Essa a hipótese mais otimista. A realista indica que ele possa reavaliar a indicação apenas porque uma bela vitória esteja fora de cogitação enquanto se desenha no horizonte a possibilidade de uma feia derrota.

De tudo fica o seguinte: a ocupação da embaixada nos EUA nunca foi, ao menos em tempos recentes, um problema. Passou a ser com Jair Bolsonaro a bordo de sua infindável capacidade de criar confusão onde reina a normalidade.

Publicidade