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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Peteca no ar

Auxílio favorece Bolsonaro, mas cria necessidade de 'manter isso aí'

Por Dora Kramer - Atualizado em 22 out 2020, 14h41 - Publicado em 25 set 2020, 11h56

Tudo indica que o expressivo aumento (de 29% para 40%, nos últimos nove meses) na avaliação positiva do governo Bolsonaro se deve ao auxílio emergencial de R$ 600. Certeza absoluta a respeito disso, no entanto, só teremos depois de novas pesquisas que venham a medir os efeitos da redução do valor do auxílio para R$ 300 e da solução permanente que o governo der para um programa de transferência de renda a partir do próximo mês de dezembro quando se extingue o prazo da emergência.

Tomando como verdadeira a razão que parece a mais evidente para explicar o êxito do presidente na pesquisa do Ibope, se de um lado é um cenário que o favorece, de outro cria a necessidade de ele manter essa peteca no ar. Ou seja, continuar a assistir aos mais pobres de forma a que eles se mantenham eleitoralmente fiéis.

A equação de difícil solução é como fazer isso sem arrebentar a economia, sem cometer crime de responsabilidade e sem recorrer à contabilidade criativa que não levou a então presidente Dilma Rousseff a um bom caminho.

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