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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O velcro das fraldas

A estratégia de propaganda política de Wilson Witzel é, antes de qualquer coisa, infantil

Por Dora Kramer - 28 jan 2020, 12h14

Em matéria de estratégia e propaganda política, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ainda não tirou o velcro das fraldas. Suas ações são, antes de qualquer outro qualificativo, infantis. Citemos três.

Sair anunciando candidatura à Presidência antes mesmo de tomar posse no governo de um Estado cuja trilha à beira do abismo não aconselha governante algum a se indispor com o governo federal. Notadamente quando lá está, no comando, um candidato à reeleição.

Outro exemplo foi o de instruir um assessor a filmá-lo comemorando aos pulos o desfecho bem-sucedido do ponto de vista policial de um sequestro na ponte Rio-Niterói, mas onde havia ocorrido uma morte. Do sequestrador, é verdade, mas o gesto digno de justas críticas prejudicou a fatura completa do episódio.

O mais recente, a cena armada do telefonema ao presidente em exercício, Hamilton Mourão, pedindo ajuda com o problema do abastecimento de água no Rio. Divulgou a conversa sem avisar ao general que ele participava de uma peça publicitária. Levou duas previstas invertidas de Mourão e Bolsonaro, pagando o preço de ser rudimentar.

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Witzel talvez esteja confiando na hipótese de que, uma vez Jair Bolsonaro eleito presidente, tudo seja daqui em diante possível no Brasil.

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