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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O caldo engrossa

Velocidade do inquérito preocupa e inquieta o Planalto

Por Dora Kramer Atualizado em 30 jul 2020, 18h57 - Publicado em 5 Maio 2020, 12h10

Não faz dez dias (foi em 27 de abril) que o ministro Celso de Mello determinou abertura de inquérito para investigar as denúncias de tentativa do presidente de interferir na Polícia Federal e os procedimentos de investigação avançam numa velocidade preocupante e inquietante aos olhos do Palácio do Planalto.

Não faz dez dias e o ex-ministro Sergio Moro já apresentou suas razões, provas e convicções aos investigadores, acrescentando um pedido para divulgação integral do depoimento a fim de evitar possíveis manipulações de trechos vazados, notadamente na era que se inicia com o comando da Polícia Federal em mãos amigas.

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Não faz dez dias e já foram ordenados exames em aparelhos de telefones celulares, em um vídeo de reunião de ministros com o presidente, nos documentos que apresentavam uma assinatura de Moro e um pedido uma exoneração “a pedido” do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, ambos alegadamente falsos.

Não faz dez dias e já foram convocados para depor, três ministros de Estado, uma deputada federal e seis delegados da PF. Diligências e depoimentos a serem marcados no prazo máximo de cinco dias.

O caldo engrossa para o lado do presidente e seus auxiliares quebram a cabeça para saber como afinar a consistência a fim de abrandar o cozimento. A dificuldade é encontrar um caminho em meio ao cipoal de afrontas e grosserias do chefe.

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