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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Falência múltipla

Queda de Witzel é mais um capítulo da tragédia político-administrativa do Rio

Por Dora Kramer - Atualizado em 4 set 2020, 10h22 - Publicado em 28 ago 2020, 10h55

Afastado do cargo por decisão no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, ainda que consiga ter sucesso em recurso, Wilson Witzel está com sua carreira política morta e enterrada. Caiu na velocidade com que subiu, elegendo-se governador na esteira da onda Bolsonaro.

Esse é mais um capítulo da tragédia político-administrativa do Rio de Janeiro que já viu quatro do Palácio Guanabara serem presos, acusados de corrupção. O caso de Witzel, que envolve também o vice e o presidente da Assembleia Legislativa, expressa a falência múltipla dos órgãos públicos no Estado.

Em sua meteórica e breve trajetória na política, Witzel caracterizou-se pela imprudência e pela pressa, pecados mortais no ramo. Foi imprudente ao não se afastar dos esquemas montados e operados pelos antecessores, inepto ao não firmar alianças fortes no Legislativo estadual e foi apressado ao se lançar à presidência da República e, no embalo, romper com o presidente Jair Bolsonaro que agora deve estar saboreando o sabor a vingança, um prato que pode saborear ainda quente.

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