Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Doria sua camisa de 22

Governador quer ser candidato que não fala (só) “paulistês”

Por Dora Kramer - 23 jul 2019, 10h05

Lembram-se daqueles avisos “homens trabalhando” em obras de rua? Pois é. Uma placa dessas diante do Palácio dos Bandeirantes definiria à perfeição a atividade do governador João Doria, desde já, em prol de sua candidatura à Presidência em 2022. Dia desses, quem esteve em seu gabinete para almoço foi o prefeito de Manaus, o tucano Arthur Virgílio Neto que, segundo auxiliares do governador, saiu “encantado” com as referências positivas de Doria à Zona Franca.

Assim tem sido a rotina daquele que alia a tarefa de “entregar” um governo que o credencie como gestor com encontros periódicos com gente dos vários estados e de diversas áreas a fim de formar base social e política sólida o suficiente para chegar às vésperas da próxima campanha presidencial com seu nome “colocado” no PSDB e no cenário da política nacional.

João Doria tem procurado se inteirar das realidades Brasil afora para que, quando chegar a hora, possa se apresentar como o candidato que não se expressa apenas em “paulistês”. Para isso, tem mantido rodadas constantes de conversas com políticos, empresários, acadêmicos, gente socialmente influente e formuladores de ideias em geral de todas as regiões do país.

O governador de São Paulo não se apresenta (ainda) como candidato a presidente, mas também não desestimula que o façam por ele. Eleito agarrado a Jair Bolsonaro (tática adotada quando viu que corria o risco de perder para o então candidato do PSB e governador, Márcio França), já tratou de se afastar dele, porém sem brigar, para correr em faixa própria e marcar explícita diferença de estilos.

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