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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Casa de militares

Um general da ativa na Casa Civil é uma contradição em termos, mas pode significar a volta dos poderes ao cargo

Por Dora Kramer - 13 fev 2020, 10h55

Vista assim do alto, a transferência do chefe do Estado-Maior de Exército para a chefia da Casa Civil da Presidência da República soa a contradição em termos. Faz do Palácio do Planalto um nicho exclusivo de militares, que ocupam os principais postos na sede do governo central.

As notícias sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro de substituir Onyx Lorenzoni pelo general Walter Braga Netto têm sido interpretadas como a retomada da influência dos militares cujos poderes junto à Presidência foram sendo reduzidos ao longo de 2019, ao ponto de se enxergar aí um afastamento definitivo entre o governo e as Força Armadas.

Antes, porém, que se possa falar em retomada é preciso ver “qual” Casa Civil Braga Netto comandará: se aquela destituída de funções ou se há nos planos de Bolsonaro a devolução de parte e/ou da totalidade das tarefas daquele que já foi o gabinete mais importante da República depois do que abriga o presidente.

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