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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bolsonaro queria nota mais forte

Manifestação sobre 31 de março ficou aquém da expectativa do presidente

Por Dora Kramer 31 mar 2021, 11h05

A nota assinada pelo novo ministro da Defesa sobre a passagem dos 57 anos de golpe (chamado obviamente por ele de “movimento”) de 31 de março de 1964, ficou aquém da expectativa do presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação, em texto esboçado pelo antecessor Fernando Azevedo e Silva e incorporado pelo sucessor Walter Braga Netto, foi uma exigência do presidente que preferiria um conteúdo mais ideologizado com referências explícitas ao combate à implementação do comunismo no país pretendida (segundo a visão dele) à época pela esquerda.

No lugar disso, o que se viu foi uma nota muito mais explicativa que provocativa. Na interpretação de militares e de políticos com interlocução nas Forças Armadas foi uma declaração feita no sentido oposto ao tom conflituoso preferido por Bolsonaro e teve a intenção de estabelecer uma barreira de contenção às investidas presidenciais por um engajamento político do Alto Comando. 

Apesar da contrariedade, espera-se que Bolsonaro compreenda o recado e deixe o episódio circunscrito ao campo das palavras, sem qualquer tipo de reação.

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