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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

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A conferir se brigadeiro falou sozinho em dura crítica a Bolsonaro

Por Dora Kramer - Atualizado em 20 Jun 2020, 09h14 - Publicado em 9 Jun 2020, 11h28

É de se observar agora se o tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla, ex-presidente do Superior Tribunal Militar, falou sozinho ou se terá adesão de colegas de farda na dura crítica que fez ao presidente Jair Bolsonaro.

“É inaceitável tentar envolver as Forças Armadas numa ruptura”, disse o brigadeiro em mensagem a amigos, publicada hoje no Estadão e na qual aponta o presidente como o responsável pela geração de crises constantes.

O tom da mensagem contrasta com o silêncio de militares integrantes do governo e vai além de notas oficiais divulgadas em defesa do respeito à Constituição, mas sem condenação, ou mesmo reparos, a atos e palavras do presidente.

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A manifestação do oficial aposentado da Aeronáutica, lembra as recentes reações de militares de alta patente das Forças Armadas dos Estados Unidos que se posicionaram firmemente contra a ideia do presidente Donald Trump de usar os militares para reprimir os protestos pela morte de George Floyd.

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O brigadeiro Sérgio Ferolla, em sua mensagem, alerta os colegas sobre o risco do envolvimento dos militares com o governo Bolsonaro: “As Forças Armadas não podem se meter em política. São instituições de Estado e não de governo”.

Segundo ele, falta liderança ao presidente num ambiente “onde não se respeita nada” agravado pelo silêncio ou pela adesão dos militares ligados ao Planalto “ao radicalismo, às bravatas e aos desmandos do bolsonarismo”.

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