Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Clarissa Oliveira Notas sobre política e economia. Análises, vídeos e informações exclusivas de bastidores

Ponto de Vista: Lula pode desistir da corrida presidencial?

Entre alguns adversários e até aliados, cresce a tese de que o petista poderia desistir e dar a vaga a Fernando Haddad, dependendo do cenário político

Por Clarissa Oliveira Atualizado em 18 nov 2021, 15h10 - Publicado em 18 nov 2021, 15h11

Cresce entre potenciais adversários do ex-presidente Lula e até alguns aliados a tese de que, dependendo do andar da carruagem, o petista poderia pular fora da corrida presidencial e ceder a vaga a Fernando Haddad. O raciocínio por trás dessa ideia é que Lula só seguirá candidato se o cenário de polarização com o presidente Jair Bolsonaro persistir e se os nomes colocados como terceira via custarem a decolar. Quem defende essa tese diz que há alguns sinais claros que apontam nessa direção.

Um deles é que Lula chegou a se colocar mais abertamente como candidato ao Palácio do Planalto e depois recuou. Nas entrevistas mais recentes, o petista voltou a repetir que só vai decidir lá na frente seu futuro político. Foram várias as declarações recentes do ex-presidente sugerindo, também, que talvez atue apenas como “cabo eleitoral” em 2022.

O segundo sinal, aponta um aliado de Lula, está em São Paulo. Em tese, Fernando Haddad está colocado como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Mas ninguém tem se esforçado muito para amarrar um dos aliados mais tradicionais do PT: o PSOL. O líder sem-teto Guilherme Boulos também segue firme como pré-candidato ao governo. Nessa conta, se Fernando Haddad tiver que assumir a cabeça da chapa presidencial, Boulos seria o candidato da aliança PT-PSOL ao governo. E retribuiria o apoio ao ex-prefeito.

Outro suposto indício é que Lula não andaria se esforçando muito para participar de encontros com o mercado financeiro e do empresariado. Segundo um interlocutor, seria de se esperar que, como candidato, o ex-presidente se empenhasse em recuperar o apoio desses setores. Principalmente diante do clima de decepção em alguns segmentos com o governo Bolsonaro.

Continua após a publicidade

Publicidade