Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Cidades sem Fronteiras Por Mariana Barros A cada mês, cinco milhões de pessoas trocam o campo pelo asfalto. Ao final do século seremos a única espécie totalmente urbana do planeta. Conheça aqui os desafios dessa histórica transformação.

O futuro de cada um depende do local de nascimento, indica estudo

Mapeamento da Universidade do Texas mostra a ocupação do espaço de acordo com o nível educacional

Por Mariana Barros Atualizado em 30 jul 2020, 21h00 - Publicado em 15 mar 2017, 07h06
Na mesma cidade, a diferença de níveis educacionais por região (Reprodução/ Kyle Walker/ Universidade do Texas)

Um pesquisador da Universidade do Texas distribuiu a população americana em mapas de acordo com o nível educacional. Aqueles que tinham mais anos de estudo foram representados pela cor azul, e os que estudaram menos tempo ganharam coloração vermelha. O resultado evidencia o quanto o lugar onde nascemos interfere no nosso futuro.

Nos mapas, os centros das grandes cidades aparecem pintados de azul, enquanto as zonas rurais e alguns bairros urbanos concentram os pontos vermelhos. As exceções são raras, indicando que os bairros onde há menos oportunidades, e que muitas vezes são os únicos pelos quais as pessoas de baixa renda podem pagar, acabam selando o destino de seus moradores por gerações.

Para Kyle Walker, professor de Geografia, diretor do Centro de Estudos Urbanos da universidade e autor da pesquisa, os mapas reproduzem a segregação educacional e também econômica e racial, barreiras difíceis de serem rompidas para quem busca prosperar pessoal e profissionalmente. A cidade de Nova York, por exemplo, aparece predominantemente azul, mas há concentrações de pontos vermelhos na região do Harlem e de Lower Manhattan.

Os mapas mostram ainda quais as cidades americanas com maior concentração de “cérebros”, pessoas de alto nível educacional que ocupam o topo da cadeia intelectual. A área de São Francisco, onde está boa parte das sedes das empresas de tecnologia, é quase inteiramente azul.

Mapa mostra a concentração de pessoas com nível superior na região de São Francisco (Reprodução/ Kyle Walker/ Universidade do Texas)
Continua após a publicidade
Publicidade