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Cidades sem Fronteiras Por Mariana Barros A cada mês, cinco milhões de pessoas trocam o campo pelo asfalto. Ao final do século seremos a única espécie totalmente urbana do planeta. Conheça aqui os desafios dessa histórica transformação.

Corredores de rua aproveitam trajetos diários para praticar esporte

O coletivo Corrida Amiga mostra ser possível ir de casa ao trabalho correndo pelas calçadas

Por Mariana Barros - Atualizado em 10 fev 2017, 08h41 - Publicado em 22 out 2015, 17h06

http://videos.abril.com.br/veja/id/a1e7c780401f10cc63b6299d023191c1?

Um grupo de corredores de rua decidiu aproveitar o trajeto de casa para o trabalho para praticar esporte. Em vez de pedalar ou caminhar, eles se deslocam correndo. Na Europa e nos Estados Unidos, essa turma é chamada de run commuters. No Brasil, participam do Corrida Amiga, coletivo iniciado em 2014 pela pesquisadora e gestora ambiental Silvia Cruz.

De início, a ideia parece meio maluca. Mas quando se faz as contas do tempo gasto no trânsito nas grandes cidades e da falta de tempo para fazer atividade física, a coisa começa a fazer sentido. De quebra, dá para economizar (combustível, estacionamento ou tarifa de ônibus/metrô) e, dependendo do horário, chegar mais rápido ao destino do que quem está motorizado.

No dia a dia dos corredores, existe o (sempre ele) problema das calçadas mal conservadas, que causam tombos e acidentes. Por isso, os cem voluntários do programa, espalhados por 15 cidades, mapeiam e identificam problemas em seus trajetos. Eles também orientam iniciantes a escolher as rotas menos problemáticas e cansativas. Quando possível, acompanham novos corredores gratuitamente.

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Mapa de voluntários do Corrida Amiga

Mapa de voluntários do Corrida Amiga

“A corrida pode ser um meio de transporte”, explica Silvia, que pratica o que diz diariamente. Corre da casa dela, em Pinheiros, até a USP, no Butantã (cerca de 6,5 km), e em outros dias até a FMU, na Liberdade (cerca de 7 km).

Quando não há vestiário ou chuveiro, Silvia improvisa. Leva toalha, lenços umidecidos, xampu a seco e sapato de salto na mochila, sempre pequena e o mais leve possível para não machucar as costas. Ela lembra que, se a frequência naquele local for constante, dá para deixar alguns objetos guardados, como um par de sapatos ou uma muda de roupas. Para o percurso, há cuidados importantes com a segurança. O uso de braçadeiras e refletores é um deles. Também é aconselhável dispensar fones de ouvido, ou usar em apenas um dos ouvidos em vez dos dois, para escutar buzinas e o som de veículos se aproximando.

Interessados em entrar para o Corrida Amiga podem se inscrever pelo site para solicitar a ajuda de um voluntário ou acessar o manual do deslocamento ativo, que traz as principais dicas e orientações para esse tipo de corrida.

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Por Mariana Barros

 

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Silvia Cruz durante corrida em São Paulo: nada de ônibus, carro nem bicicleta (Foto Amanda Amaral)

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calçadaviva_shareA CAMPANHA CALÇADA VIVA CONTINUA: Se você encontrou problemas nas calçada da sua cidade, denuncie publicando fotos com a marcação #calçadaviva ou usando o aplicativo precisamelhorar.com. Prefeituras das cidades participantes serão notificadas e cobradas por resultados.

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