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Trump ou Dilma? De quem são estas propostas econômicas?

A petista e o republicano parecem estar em lados opostos do espectro político. Mas têm as mesmas ideias para a economia

– Proteger a indústria nacional aumentando em pelo menos 30% o imposto sobre produtos importados do México e da China.

– Desonerar a indústria, reduzindo a cobrança de impostos, mas sem cortar gastos sociais.

– Estabelecer uma cota mínima de peças nacionais para produtos fabricados no Brasil.

– Barrar acordos de livre-comércio com as grandes potências.

Brasileiros que simpatizam com o PT não costumam gostar de Donald Trump, o candidato da direita americana. Mas deveriam. Pois diversas propostas econômicas de Trump, como as quatro acima, parecem ter sido inspiradas na política econômica do segundo mandato de Lula e do primeiro de Dilma.

Em 2011, Dilma aumentou em 30 pontos percentuais a alíquota do IPI sobre carros importados, com o objetivo de atrair empresas e criar empregos em seu país. Carros fabricados no México, Coreia do Sul e China foram os que mais encareceram por causa da nova alíquota. Com o mesmo objetivo protecionista, Trump quer implantar uma alíquota de importação de 35% sobre carros fabricados no México e na China. Seguindo a obsessão de economistas da Unicamp, ele quer retomar a industrialização dos EUA porque acredita que assim preservará empregos.

Durante os governos do PT, o Brasil ficou de fora dos principais acordos de livre-comércio. É exatamente o quer Donald Trump. “A globalização enriqueceu a elite financeira que faz doações aos políticos”, diz ele, numa frase que caberia muito bem na boca de um economista do PT. “Mas deixou milhões de trabalhadores sem nada a não ser pobreza e dor de cabeça.”

Trump quer estabelecer cotas de conteúdo local para empresas como a Apple; Lula, em 2010, estabeleceu cotas de conteúdo local para a Petrobras.

O americano também promete reduzir impostos (cerca de 10 trilhões de dólares) sem cortar gastos sociais. As desonerações de Dilma custarão, de 2011 a 2018, R$ 458 bilhões – e são uma das causas do rombo atual das contas públicas. Segundo a Tax Foundation, o corte de impostos sem corte de gastos levaria às mesmas consequências nos Estados Unidos. Os títulos da dívida americana perderiam confiança, aumentando o gasto com juros e criando uma crise fiscal nos Estados Unidos.

Se Dilma for realmente afastada da presidência pelo Senado, já sabe onde procurar emprego. Pode trabalhar como conselheira econômica de Donald Trump.

@lnarloch

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  1. Comentado por:

    ‘martins

    Perfeito o seu texto, também vejo isso nesse cara intervencionista e pra lá de mercantilista (coisa essa que não falta no Brasil do PT e de uns outros por ai), e não é atoa que os políticos republicanos se empolam todos ao ver ele abrir a boca. É o tal negocio, os americanos parece que estão desejando isso e mui provavelmente irão escolher esse caminho. Os liberais clássicos sabem onde isso vai terminar. Mas, parece que há muito o mundo está sofrendo desse excesso de intervencionismo, veja o caso do cambio por exemplo que sofre desvalorização exatamente para beneficiar as exportações, são artificialidades manipulações econômicas por parte dos governos que estão levando as economias ao colapso.
    Muito bom o seu artigo e excelentes observações sobre esse bilionário que na realidade ele quer é mesmo defender a sardinha para a sua lata.

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  2. Comentado por:

    Ronni Franco Ferreira

    Leandro Narloch vc está comparando uma terrorista que conseguiu falir uma loja de 1.99 com o bilionário (meio auto explicativo “bilionário”) Donald Trump? Pqp!

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  3. Comentado por:

    Robert, The King

    sandra julho 21, 2016 às 14:12
    Sandra, tem gente que confunde a economia americana, com as Big Coprs – Grandes Corporações. Estas últimas, estão apenas interessadas em dinheiro. Não possuem identidade nacional nenhuma. Se for mais interessante transferir suas unidades para o planeta Marte, elas irão correndo.

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  4. Comentado por:

    Antonio Henriques Cardoso

    É preciso saber em que medida isso se faria. Pelo que sei, o governo Dilma beneficiou apenas os “amigos do rei”, que hoje já sabemos para onde foram os “subsídios” com os impostos. Lá a banda toca diferente.
    Vejo isso mais como propaganda pró Hillary do que outra coisa.
    Go, Trump!

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  5. Comentado por:

    Mauricio de Oliveira

    Estes dois sao uma cavalgadura que deveriam estar puxando a mesma carroca. Fariam uma parelha maravilhosa.Ele com sua juba dourada, e ela com a sua avermelhada. CEREBRO QUE E BOM , NADA E UM VAZIO DE ESTARRECER.

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  6. Comentado por:

    Rogério

    Comunistas e liberais, chorem desde já, vai dar Trump e no Brasil vai dar Mito.

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  7. Comentado por:

    age

    Acredito que estas ideias tem um único objetivo, ganhar a eleição. Turma sabe que antes de governar, tem que obter nas urnas os votos necessários para se eleger. E para isto nada melhor que flertar com o canto de sereia populista.
    Mesmo depois de eleito é necessário avançar com cuidado na retomada de curso da história americana. O canto de sereia
    do populismo, o politicamente correto, a cultura do coitadinho e da minoria excluída estão já arraigado em grande parte da da sociedade americana.

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  8. Comentado por:

    Joao

    Quem detesta Dilma costuma adorar Trump. Eu sempre achei o Trump a Dilma da direita dos Estados Unidos. Acho que o partido conservador tinha gente melhor que Trump.

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  9. Comentado por:

    Tatiana

    Esse bilionário Trump já faliu algumas vezes. Quem dúvida basta procurar no Google. Mais uma semelhança com Dilma kkkkk

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  10. Comentado por:

    Lucas Cardeal

    Aécio e Dilma estão concorrendo à presidência da República. Um jornalista americano faz um texto mostrando que o Aécio não é conservador e por isso os conservadores brasileiros deveriam votar na Dilma. Seu argumento é tão besta quanto isso…

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