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O “capitalismo ultraliberal” é culpado pela miséria do país? Existe ultraliberalismo no Brasil?

Marcelo Coelho, colunista da Folha de S. Paulo, acredita que a "pouca regulamentação trabalhista" explica a má situação das empregadas domésticas

Marcelo Coelho é um colunista elegante, que costuma publicar boas análises da vida brasileira. O artigo desta semana na Folha de S. Paulo começa bem – ele descreve relatos tristes de humilhações sofridas por empregadas domésticas. Como este:

Eis o que conta L.A., que encontra sua patroa chorando. “Perguntei o porquê, por educação. A resposta foi que ela estava triste pois descobriu que sua filha estava a namorar um ‘mulatinho’ na faculdade de Medicina, e ela não queria netos negros. Ouvi calada pois necessitava trabalhar.”

Mas, lá pelo final do texto, Marcelo Coelho estraga tudo. Diz que cenas assim ocorrem porque o Brasil não regulamentou suficientemente o trabalho assalariado como teriam feito os países desenvolvidos.

Uau, que solavanco. Penso nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Cingapura, Coreia do Sul, China (que tirou 580 milhões de pessoas da miséria nos últimos 37 anos). Não há FGTS, lei geral de décimo-terceiro, férias ou aviso prévio. A Dinamarca sequer tem um salário mínimo unificado. Nenhum desses países tem uma justiça do trabalho. Para Marcelo Coelho, no entanto, nós é que regulamentamos pouco.

Logo depois, Marcelo diz: “O capitalismo ultraliberal, com larga massa de miseráveis dispostos a tudo para ter um salário, também sempre se encarregou perfeitamente de pôr cada um ‘no seu devido lugar”.

Capitalismo ultraliberal, onde? No Brasil, como essa carga tributária, com esses privilégios aos amigos do rei, com essas leis trabalhistas inspiradas na Carta del Lavoro?

Ultraliberais costumam criticar o “capitalismo de Estado” e defender o fim do monopólio estatal de emissão de moeda (a liberdade das pessoas usarem a moeda que preferirem). Também são favoráveis à substituição de todas (sim, todas) as leis econômicas por contratos privados. Algo remotamente próximo a isso ocorreu no Brasil?

O texto de Marcelo terminaria perfeitamente se ele afirmasse que essa “larga massa de miseráveis dispostos a tudo para ter um salário” não só é humilhada diariamente. Também é prejudicada pela CLT, que diminui ainda mais as opções de trabalho. E também é obrigada a bancar um Estado que impede os pobres de empreender, distribui privilégios aos mais ricos e é responsável por pelo menos um terço da desigualdade do país.

@lnarloch

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  1. Comentado por:

    Alexandre

    Quem é o imbecil?

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  2. Comentado por:

    alberto santo andre

    quisera eu ter o brasil em um niel ultraliberal ao estilo coreia do sulou mesmo holanda ou talvez uma noruega , nem quero o canada nem tampouco os estados unidos nos que temos coragem de trabalhar e empreender certamente estariamos muito melhor e os sugadores do erario publico e bagabundos a soldo certamente estariam muito ,mas muito piores mesmo.

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  3. Comentado por:

    Rafael

    Trabalha para a Veja sem ctps?

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  4. Comentado por:

    DANIEL SPERANDIO BARLOESIUS

    Falar que o Brasil tem capitalismo ultraliberal é uma falácia, típico bordão esquerdista. Mas, por outro lado, criticar conquistas como FGTS e férias é muito mais fácil quando se enxerga apenas o lado do empregador. Se esses benefícios existissem apenas nos países citados (Dinamarca,etc) e não aqui, falaríamos que demonstra o espírito mais humanista destes. Seria um objetivo a seguir. Como já conquistamos, agora é tratado como sinal de subdesenvolvimento. Vai entender.

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  5. Comentado por:

    contribuinte

    Uma coisa é cristalina: o PTralhismo-PTrolão governou para os mais ricos privilegiando o Capital Selvagem, enriquecendo bancos, investidores internacionais e empresários PTxulequentos, impondo taxas de juros altíssimas para os consumidores brasileiros. Ah, bom! Temos os eternos programas sociais sem porta de saída há 14 anos e cuidando dos 50 milhões de pobres encurralados nesses programas e esmolas oficiais. Então vejamos, a economia do Brasil está entre as dez maiores do planeta e na desigualdade social somos a sétima maior do mundo. Em cada 10 homicídios no planeta, um ocorre nestepaiz, ainda pagamos a taxa dilmesca recorde de 60.000 homicídios/ano. Alguma coisa está errada!
    Os governos estaduais de pires na mão pedindo ajuda para salvarem suas economias devastadas pelas isenções de impostos, desonerações e, o maior câncer do Brasil: a sonegação de impostos indutora da violência urbana. O estado não fiscaliza o ICMS que, na verdade, é uma cortina para esconder sonegação de IRPF/IRPJ e INSS beneficiando os mais ricos que omitem patrimônio e bens da RECEITA. Um exemplo simples mas significativo pela CRUELDADE dos comunistas contra velhos/idosos pobres e aposentados públicos, com doenças como demência e outras terminais, muitos estão, no mínimo, há dez anos como inadimplentes nas taxas absurdas de condomínios residenciais embutidas obras de milícias ilegais(sem contrato) sem seguir as normas da prefeitura e falta de credenciamento, o provento de aposentado(ALIMENTO) é insuficiente para pagar as taxas para morarem em prédios modestos e conjuntos habitacionais populares. As milícias ocuparam os condomínios(prédios e de casa populares) no RIO e utilizam mercadorias de origem duvidosa e sem Nota Fiscal legítima, provavelmente, com um rastro de violência e sangue, vindas do roubo-de-carga ou mercadorias ilegais, pasmem, circulam livremente nas ruas e calçadas cariocas sem apreensão da GM ou outro órgão de fiscalização, as milícias utilizam ainda trabalho informal de pessoas que não podem ser identificadas por serem segurados por invalidez ou desemprego da previdência, mais oportunistas dos programas sociais e, refugiados sem VISTO DE TRABALHO. Tudo isso é possível dentro dos condomínios porque utilizam recibos sem valor fiscal nos balancetes mensais de prestação de contas, com aval e garantia das milícias e, pasmem, nenhum órgão público fiscaliza administrações de condomínios. E, olha que, estamos falando numa movimentação financeira dos condomínios nestepaiz de no mínimo 500 bilhões de reais/ano entre atividades legais e obras piratas ou mercadorias ilegais. E, outras formas de sonegação de impostos.
    O novo governo de redemocratização do BRASIL pós impeachment dos petistas, poderia criar um AGÊNCIA NACIONAL FISCAL(ou outro nome), entre outras funções:
    1. Servir de interface entre consumidores e empresas para obter NF-notas fiscais legítimas. Atualmente, o mercado está dominado por recusa da NF, documentos sem valor fiscal ou fraudados, por meio de maquinetas forjadoras ou papéis de gráficas piratas , entregues aos consumidores que, hoje, não tem como reclamar.
    2. Produzir relatórios com sugestões de universalização dos impostos nestepaiz visando regulamentação, de forma justa trazendo os mais ricos para inclusão fiscal, por exemplo, obrigatoriedade do número da NF válida nos comprovantes bancários impressos de uso do cartão-de-crédito e outras formas eletrônicas. Obrigatoriedade de NF e CPF em todo gasto com dinheiro público, tanto das bolsas sociais dos mais pobres comprando no comércio, como nos gastos públicos com cartões-de-crédito corporativos e com as diárias de viagens dos servidores mais abastados.
    3. Revisão das isenções e desonerações fiscais em todo o país buscando critérios mais justos e inclusão fiscal de empresas mais ricas em regiões mais pobres com super-enriquecimento. Uma regra clara na guerra fiscal e repasses federais em função do aumento de arrecadação de impostos e contribuições com medidas saneadoras da sonegação da NF.
    4. Controle das atividades de estrangeiros no Brasil, imigrantes ou refugiados sociais com comércio e serviços sonegando impostos, acumulando riqueza com facilidades e incentivos públicos, Multas nos sonegadores e até expulsão destepaiz, exemplos: bares e restaurantes, táxis sem NF, mercados de importados, padarias, etc.
    5. Fiscalizar e emitir autorização para eventos estrangeiros no Brasil, empresariados com shows diversos, festivais, feiras de caridades e ajuda humanitária, gastronomias, bebidas, esportes, roupas e moda que conseguem isenções de tudo, vendem de tudo e até produtos daqui sem emitir NF. Na olimpíada foi uma vergonha nas arenas com tudo caro e sem recolhimento de ICMS entre outros impostos e contribuições comprovados na NF ao consumidor, sem discriminar os produtos para futuras investigações de crimes. Ou seja, o mundo civilizado e democrático recusa dar isenções de impostos ou patrocinar com dinheiro público EVENTOS INTERNACIONAIS em respeito aos seus contribuintes que, acabam vindo para o BRASIL por motivos óbvios. Milhares de eventos o ano todo, segurança e outros serviços públicos bancados pelos nativos e à disposição dos caçadores de lucro fácil sem impostos. Em cada local onde tiver um evento com isenções fiscais deveria ter um painel explicando para os consumidores os motivos , finalidades e valores deixados de ser arrecadados, pois compramos nas lojas mercadorias/alimentos acreditando até que estamos ajudando os mais pobres, mas se investigarmos é apenas LUCRO sem NF e sem impostos. A agência reguladora deveria exigir sempre a emissão do cupom fiscal contendo a LEI que autorizou as isenções ou desonerações discriminando o produto e valor, em qualquer compra ou serviço independente do valor em dinheiro.
    ACABA O ROMBO DILMESCO DE 170 BILHÕES DE REAIS! Os servidores da nova agência viriam do próprio enxugamento da máquina pública. A premiação de fiscais e consumidores lesados com a elucidação dos golpes fiscais estimulariam o fim da sonegação fiscal.
    6. O Brasil falido com o golpe dilmesco de R$ 171 bilhões no orçamento federal, 23 milhões de brasileiros desempregados, o caos na violência urbana, etc. Ainda, somos um povo adorável: o governo não cobra impostos e dispensa da nota fiscal legítima nas suas atividades e transações econômicas: clubes sociais, associações diversas, igrejas de todas as religiões e suas festas religiosas, agremiações, sociedades estrangeiras , escolas vinculadas a entidades religiosas ou fundadas para alunos filhos de estrangeiros, universidades particulares com lucros elevados, hospitais com bandeiras estrangeiras. Ora bolas, se não existisse lucro ou patrimônio, quase nada disso existiria, há necessidade de se rever essas caridades com dinheiro público, no mínimo, a nota fiscal legítima discriminando produtos ou serviços prestados citando a lei que cria benefícios fiscais, discriminando os produtos comercializados para comprovação da origem legal evitando fraudes nos impostos. Até na LAVA JATO um condenado abençoou dinheiro do Ptrolão numa igreja. O trabalhador brasileiro com carteira assinada e que ganha em torno de três salários mínimos paga 7,5% de alíquota de imposto-de-renda, então por que tanta graça com dinheiro público? Com certeza essas “empresas” citadas não são para o bico de trabalhadores mais humildes. Nota Fiscal neles! O pobre compra leite no mercado, amargo de tantos impostos(inclusive ICMS), mas rico toma whisky contrabandeado e sem nota fiscal, na mesa de um clube de luxo isento de impostos e de emitir nota fiscal…

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