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Mortalidade do parto em casa é 2,4 vezes maior que no hospital

Nascimentos no hospital tem ainda menos complicações para os bebês, mas mais cesáreas e casos de laceração

Bebês que nascem fora do hospital (em casa ou em centros de “parto humanizado”) correm 2,4 vezes mais chances de morrer que os nascidos em hospitais. A conclusão é de um estudo publicado em dezembro no New England Journal of Medicine, que analisou 80 mil nascimentos no estado americano do Oregon.

Segundo a pesquisa, a cada 1000 partos planejados para acontecer fora do hospital, 3,9 bebês morreram no parto ou no primeiro mês de vida. No hospital, a taxa caiu para 1,8 por 1000.

Além da maior mortalidade, os partos em casa resultaram em mais casos de convulsões neonatais e mais necessidade de transfusão de sangue para as mães e ventilação mecânica para os bebês.

Nem todas as conclusões da pesquisa são favoráveis ao parto hospitalar. Houve menos cesáreas nos partos em casa (5,3% contra 24% no hospital) e menos casos de laceração vaginal.

Há duas formas de interpretar os dados de mortalidade apresentados pelos pesquisadores. A primeira é que, nos dois casos, a mortalidade é baixa (0,39% no parto domiciliar contra 0,18% no hospitalar). A segunda é a óbvia: é mais seguro ter um filho no hospital que em casa.

@lnarloch

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  1. Comentado por:

    Cleuza

    Li a reportagem original e elanao conclui isso como você. No final é colocado que “A mortalidade perinatal foi maior com o planejado fora do hospital de nascimento do que com o nascimento planejado em hospital, mas o risco absoluto de morte foi baixo em ambas as configurações.”
    O risco de morte foi em ambas as situações e são iguais em ambas das situações.
    Produzir mentirasm ou meias verdades não é o papel do jornalista, vocês deveriam desistir de fazer isso. Essa revista não é levada a sério por ninguém mais, só por preguiçosos que não possuem o hábito da leitura e pesquisa. Vocês deveriam se envergonhar por isso.

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  2. Comentado por:

    rosane rubem rocha

    Esse é mais uma moda que que infelizmente tem arrastado muitas jovens para um precipício, o Conselho Federal de Medicina desaconselha, é pouco ! esses picaretas tem um poder de convencimento maquiavélico.
    Para mim é cas

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  3. Comentado por:

    rosane rubem rocha

    Essa é mais uma moda que infelizmente tem arrastado muitas jovens para um precipício, o Conselho Federal de Medicina desaconselha, é pouco ! esses picaretas tem um poder de convencimento maquiavélico.
    Para mim é caso de polícia.

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  4. Comentado por:

    castro

    Parto humanizado é aquele em que mãe e nene ficam bem. E o uso de forceps ou cesariana podem ser necessários, mesmo que pessoas desabituadas com procedimentos obstétricos discordem.

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  5. Comentado por:

    Rayana

    A pessoa acha 1 estudo mal-feito e acha que provou a questão e “derrubou um mito”. Não é assim que funciona em ciência!

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  6. Comentado por:

    Aldo Naletto

    Parto em casa é mais uma modinha besta que os americanos inventaram e os brasileiros com dinheiro e pouco cérebro copiam. Quem tem memória sabe

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  7. Comentado por:

    Aldo Naletto

    Parto em casa é mais uma modinha besta que os americanos inventaram e os brasileiros com mais dinheiro que cérebro copiam. Quem tem memória sabe que eles vivem adotando modas pra parir: parto na água, parto de cócoras, parto Leboyer, parto em casa, doulas, cursinho para pais etc. Todas estas coisas (algumas inventadas fora dos EUA) viraram moda em diferentes épocas nos Estados Unidos, e foram copiadas por brasileiros sem noção logo que apareceram no Fantástico.
    Parto em casa é uma estupidez, coloca as vidas da criança e do feto em perigo – muitas vezes o parto tem de ser mudado para cesárea em cima da hora, o que requer hospital, e se houver hemorragia (coisa não tão rara) a mãe pode morrer antes de chegar a uma UTI.

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  8. Comentado por:

    roberval marques

    Mais um estudo em uma longa linhagem, sempre com a mesma conclusão, que, em retrospectiva, é óbvia.
    O diferencial desse é ter sido publicado no NEJM – melhor que isso não fica.

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