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Salvador aposta em crescimento no verão para superar crise hoteleira

Segundo associação do setor, 90% das 404 instalações da cidade operam no vermelho

Por Rodrigo Daniel Silva 27 nov 2018, 12h22

Com a rede hoteleira em crise, segmentos do turismo em Salvador têm apostado as fichas no verão para melhorar os números. Nos últimos cinco anos, 22 hotéis fecharam (o último foi o Othon Palace Hotel) e hoje 90% das 404 instalações da cidade operam no vermelho, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH-BA), Glicério Lemos.

Apesar deste cenário, o secretário municipal de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco, acredita que a cidade deve receber 2,6 milhões turistas durante o verão, um aumento de 11% na comparação com a temporada anterior, quando a capital baiana registrou 2,3 milhões. Segundo ele, a requalificação na orla da capital baiana e o calendário de eventos durante a estação devem ampliar o número de visitantes.

Para o Festival da Virada, que acontece na orla de 28 de dezembro a 1° de janeiro, a prefeitura estima receber 473 mil visitantes, 10% a mais que no ano passado. O evento tem 70 horas de música, com mais de 20 atrações, entre elas Anitta, Wesley Safadão e Daniela Mercury.

Glicério Lemos afirmou que a rede hoteleira da capital já se prepara para acomodar os visitantes e superar a crise no segmento. De acordo com ele, a expectativa é que a ocupação fique em 93%. Neste ano, foi de 80,25%. “Passamos por um momento de dificuldade por causa do fechamento do Centro de Convenções do governo, que é de alta relevância. Causou um transtorno muito grande, mas esperamos ter um bom momento e que toda a cadeia do turismo se revigore. Teremos uma das melhores ocupações dos últimos anos”, apostou.

Confiante na melhora da situação, empresários do setor decidiram investir na reabertura da Fera Palace Hotel, que foi o primeiro hotel de luxo da Bahia e teve seu auge entre as décadas de 1930 e 1970. O empreendimento ficou conhecido por hospedar Carmen Miranda e Pablo Neruda. Segundo o Fundador e CEO da Fera Hotéis, Antonio Mazzafera, a estimativa é ter ocupação superior a 70% na alta temporada. “Para atender à alta demanda de clientes vamos, inclusive, aumentar em 15% o número de vagas temporárias de colaboradores do hotel”, declarou.

Glicério Lemos disse que o maior desafio da rede hoteleira hoje é aumentar a diária média que é R$ 217,62 na cidade. Para ele, com inauguração do Centro de Convenções do município, que está prevista para o próximo ano, o valor deve aumentar. A prefeitura decidiu construir um complexo após o atual ser fechado em 2015 pelo governo. A gestão estadual prometeu erguer um novo, mas ainda não há prazos.

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