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Novato, aliado de Wagner articula para presidir Senado

Angelo Coronel (PSD) disse a VEJA que irá visitar três estados do Nordeste para conversar com governadores e senadores sobre sua candidatura

Por Rodrigo Daniel Silva - 19 dez 2018, 17h17

Embora tenha acabado de ser eleito senador, Angelo Coronel (PSD) – aliado do ex-governador da Bahia e senador eleito Jaques Wagner (PT) – tem articulado para presidir o Senado Federal a partir do próximo ano. Coronel, que hoje é presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), tem apostado as fichas na renovação que haverá na Casa.

Na eleição deste ano, houve a maior mudança no Senado desde a redemocratização. Das 81 cadeiras, 46 serão ocupadas por novos nomes. Eleito na chapa do governador reeleito Rui Costa (PT) com Wagner, Coronel acredita que mesmo com políticos experientes na disputa, como Renan Calheiros (MDB) e Tasso Jereissati (PSDB), é possível vencer com o discurso de renovação política, que foi adotado na campanha eleitoral neste ano.

Coronel já enviou uma carta aos senadores com 20 propostas. Dentre os projetos defendidos, quer acabar com a reeleição para qualquer cargo da Mesa Diretora, mesmo entre legislatura. Defende, também, a extinção de 500 cargos e a criação de um Ministério Paralelo, que fiscalizaria os ministros.

“O povo decidiu fundar um novo Brasil e, com isso, um novo Senado. Um Senado com as portas escancaradas, descomplicado, translúcido, online, modesto, leve, harmônico e independente”, diz, em um trecho do texto. Coronel disse, em entrevista a VEJA, que vai fazer, nesta quinta-feira (20), um périplo pelo Nordeste e vai visitar três estados para conversar com governadores e senadores sobre sua candidatura. “Mas não posso entregar o ouro”, despistou, ao ser perguntado sobre os nomes.

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Na semana passada, Wagner disse que o aliado tem “ansiedade como gente nova”, mas afirmou que votará em Coronel, caso leve até o fim a candidatura.

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