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Governadores do NE se mostram contra mudanças no estatuto do desarmamento

Em carta, os gestores estaduais ressaltam que são contrários a projetos que ampliem a circulação de armas

Por Rodrigo Daniel Silva - Atualizado em 14 mar 2019, 19h30 - Publicado em 14 mar 2019, 18h01

Os governadores do Nordeste se reuniram, nesta quinta-feira, 14, em São Luís (MA), para criar um consórcio na região, e assinaram um carta contra mudanças no estatuto do desarmamento. Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o senador Flávio Bolsonaro (PSL) disse que a tragédia em uma escola de Suzano (SP) mostrava “o fracasso do malfadado estatuto do desarmamento”.

No documento, os gestores estaduais defendem o atual estatuto e ressaltam que são contrários a projetos que ampliem a circulação de armas. “Tragédia como o assassinato da vereadora Marielle e a de Suzano, no Estado de São Paulo, mostram que armas servem para matar e aumentar violência na sociedade. Somos solidários à dor das famílias, destas e de outras tragédias com armas, e é em respeito à memória das vítimas que assim nos manifestamos”, diz um trecho da carta.

No texto, os governadores ressaltam, ainda, que são contra a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de acabar com as despesas obrigatórias e as vinculações orçamentárias. Sobre a reforma da Previdência, dizem serem contrários à “desconstitucionalização” da Previdência e à proposta de capitalização.

Consórcio

Segundo os governadores, o Consórcio do Nordeste vai permitir que os estados adquiram equipamentos e produtos de diversas áreas com um custo menor. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), será o presidente. “Os nove estados do Nordeste se unem para formar um consórcio, que tem múltiplas funções. Simboliza a solidariedade e o apoio mútuo. E com certeza obteremos para cada estado vantagens e benefícios a partir da formação desse consórcio”, disse o petista.

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Além de Rui Costa, a carta foi assinada pelos governadores Flávio Dino (Maranhão), Paulo Câmara (Pernambuco), Camilo Santana (Ceará), João Azevedo (Paraíba), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Belivaldo Chagas (Sergipe) e o vice-governador de Alagoas, José Luciano Silva.

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