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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Universidade de Brasília adota o Evangelho segundo Lula

Quem acha que Dilma foi vítima de um golpe é incapaz de caminhar e chupar um Chicabon ao mesmo tempo

Por Augusto Nunes - 2 mar 2018, 21h47

“A História é escrita pelos vencedores”, constatou o pensador e escritor George Orwell. Pode ser assim no mundo inteiro, mas o Brasil não é deste mundo. Nestes trêfegos trópicos, perdedores disfarçados de professores universitários fazem o possível e o inimaginável para transformar em verdades históricas teses que só são engolidas por alunos incapazes de caminhar e chupar um ChicaBon ao mesmo tempo.

Todos se negam a combater o bom combate proposto pelo mesmo Orwell em outra frase famosa: “Ver aquilo que temos diante do nariz requer uma luta constante”. Quem vê as coisas como as coisas são entende que Dilma Rousseff foi despejada do poder com a aplicação do instrumento constitucional do impeachment por ter cometido ilegalidades graves, potencializadas pela extraordinária inépcia do neurônio solitário e avariado.

Simples assim, certo? Errado, corrigem vigaristas decididos a tapear estudantes incautos que proliferam nos sumidouros de verbas públicas. O professor Luis Felipe Miguel, por exemplo, acaba de adicionar ao curso de graduação em Ciência Política da Universidade de Brasília uma disciplina cujo nome diz tudo: O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, reagiu com a sensatez endossada por 99 entre 100 brasileiros que pensam: “Lamento que uma instituição respeitada e importante como a Universidade de Brasília faça uso de espaço público para promoção de militância político-partidária”. Descobriu em poucas horas que, nesta fábrica de intelectuais descerebrados, contar o caso é muito perigoso.

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A Comissão de Ética Pública da Presidência da República deu-lhe dez dias de prazo para prestar esclarecimentos no processo que apura se o ministro cometeu “abuso de autoridade no exercício do poder ao se manifestar contra o docente da UnB”. Além dos vigilantes federais da ética, a Unicamp e meia dúzia de viveiros de órfãos da União Soviética, todos  nostálgicos do Muro de Berlim, juntaram-se a  Luis Felipe Miguel no esforço para trucidar os fatos e reescrever a História recente à luz do Evangelho segundo Lula.

Se ainda houvesse reitores no amontoado de embusteiros que infestam o campus, alguma instituição educacional já teria revidado a maluquice com a criação de outra disciplina: “Os professores aloprados, o presente vergonhoso e o futuro sombrio do ensino superior no Brasil.

 

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