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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Sem que tivesse aprendido a falar português, Dilma já foi para o jazigo que logo abrigará Lula e seus devotos

Neste 31 de agosto, o Brasil se livrou da pior governante da história e o Sanatório Geral perdeu a recordista em internações. Isso merece um brinde, amigos

Por Branca Nunes - Atualizado em 30 jul 2020, 21h58 - Publicado em 31 ago 2016, 23h25

Durante o depoimento no Senado, Dilma Rousseff produziu incontáveis provas de que mereceu passar a maior parte do seu governo internada no Sanatório Geral. Confiram três exemplos. Volto em seguida:

1. Já na primeira resposta à bancada dos parlamentares sem medo, Dilma Rousseff explicou a Ana Amélia Lemos (PP-RS) que o golpe parlamentar é uma árvore atacada por fungos. A supressão do direito à réplica impediu a senadora gaúcha de tentar decifrar o enigma. Igualmente atônito com a imagem de hospício, o tucano cearense Tasso Jereissati induziu a interrogada a voltar ao tema. E ouviu o que o vídeo eternizou:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=EQlatKsB34s?feature=oembed&w=500&h=375%5D

“Eu não falei, senador, em nenhum momento, que a árvore frondosa era da economia. Eu falei, senador, que a árvore frondosa foi das conquistas que nós tivemos em 1988, quando estabelecemos o Estado Democrático de Direito e a Constituição Cidadã. Essa árvore frondosa é que pode ser ceifada pelo machado, que foi a imagem e a metáfora que eu fiz quando se trata de golpe militar, porque você dirruba a árvore e ao mesmo tempo si dirruba os galhos da árvore e parte da árvore. O machado ceifa tudo. Acaba com u guverno e cum o regime democrático. Eu considero, senador, que o qui caracteriza um golpe parlamentar é o fato que não há este, este machado ceifando a árvore. O que há, senador, é um ataque às instituições, comprometendo as instituições com… espécies de fungo e de parasitas que podem corroer as instituições. Por que? Nós sabemos que nesta questão, qualquer, qualquer, o mais… o mais… grave, aliás, dos… crimes, é condená uma inocente por um crime que não cometeu, principalmente sendo uma presidenta da República e, romper a Constituição. Por isso que a literatura chama esses golpes de golpes parlamentares. Não há, senador, em toda a teoria política, em nenhum momento, golpe mi… golpe de Estado é igual a golpe militar. Golpe de Estado é a substituição de um governo legítimo, sem razão… por… quaisquer razões que aleguem tendo em vista a substituição indevida. É nesse sentido que a árvore frondosa é corroída por parasitas”

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2. Depois de registrar que há 50 anos conhece Dilma, com quem sempre conviveu amistosamente, José Aníbal (PSDB-SP) criticou sem clemência seu desempenho na chefia do governo e foi especialmente enfático ao cobrar explicações para a desastrosa política energética. A resposta está no vídeo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=gAlt6Xl9msw?feature=oembed&w=500&h=281%5D

“Si mi julga pelo que aconteceu em 2012 no caso do setor elétrico… ou, o senhor, discunhece o que havia naquele momento no setor elétrico ou o senhor tem uma interpretação diferente da lei que eu tenho. Pur que, senador? Purque aquela mudança não si deve a uma tentativa di reduzir eleitoralmente, ou para efeitos eleitorais, reduzir em 12 para efeitos eleitorais, em 14, a tarifa de energia elétrica. Si deve a uma coisa, senador, qui esse país tem de passar a respeitar. A gente tem di respeitar contrato… Pra respeitar contrato, a gente respeita contrato quando beneficia, quando beneficia o concessionário, e a gente respeita contrato, senado, quando beneficia o usuário, quando beneficia a população”

3. Como todos os integrantes da tropa de admiradores de Dilma, o petista gaúcho Paulo Paim não fez exatamente uma pergunta. Levantou a bola na pequena área para deixar a companheira na cara do gol. De novo, Dilma chutou de bico a bola que sobrevoou o pau de escanteio:

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[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Ew9RfAvGnH0?feature=oembed&w=500&h=281%5D

“Várias… várias… li uma literatura variada sobre a desigualdade tem aparecido no mundo. Inclusive, se atribui a… saída da União… da… da… da… do Reino Unido da União Europeia, se atribui à ampliação da disigualdade… apesar da ampliação da riqueza. A mesma coisa nos Estados Unidos. Certos fenômenos eleitorais têm a ver com a redução da desigualdade aqui… com a redução não, com a ampliação da desigualdade, com 1% abarcando a… a… a… a renda de toda uma população. Acredito, senador Paim, qui as nossas política di…di… redução da desigualdade… qui istão iscoradas na valorização do salario mínimo, na… nu respeito a valorização das campo, das aposentadorias de base, 23 milhões de pessoas, com reajuste no salario mínimo, o Bolsa Família, o fato de termos nu Bolsa Família percebido qui a parte mais pobre da nossa população não são os mais idosos, nem são os da faixa etária média, mas sobretudo, são as crianças. E as crianças para terem possibilidade de ascensão elas precisam do aporte do Bolsa Família. Eu acredito também, senador, qui há ganhos substantivos na Lei de Cotas, qui permiti qui… todos aqueles di rendas baixas, qui tenham cursado o ensino público possam acessar as universidades, além disso os negros e além disso os indígenas. Isso mudou a cor da no… da nossa universidade pública e tornou-a muito mais democrática. E ao contrário do que uns diziam não diminuiu a qualidade dessas… dessa educação purque essas pessoas demonstraram um grande impulso quando tiveram acesso a essa oportunidade. Tenho muito orgulho, senador, do Mais Médicos. O Mais Médicos, que se não aprovado a medida provisória, corre o risco de ser suspenso, e aí eu quero ver como nós ixplicaremos para 66 milhões de brasileiros que pela primeira vez tivero acesso, tivero acesso ao atendimédico direto, como nós explicaremos qui isso acabô? 

Daqui a muitos anos, nossos descendentes ainda estarão perguntando por que uma coisa dessas só acabô agora. O esclarecimento do mistério terá de esperar alguns dias, um punhado de meses ou muitos anos. Não é coisa para esta quarta-feira, que é dia de festa. O Sanatório Geral perdeu a campeã de internações, e os enfermeiros talvez sintam falta da freguesa que fala dilmês. Mas, para o Brasil que manteve ou recuperou o juízo, a pior governante de todos os tempos não fará falta alguma.

Neste 31 de agosto, sem ter aprendido a falar português, Dilma já descansa no jazigo que logo estará abrigando Lula e seus devotos. A boa briga demorou 13 anos e oito meses. Mas vencemos, amigos. Enquanto nos preparamos para os próximos embates, ergo um brinde a todos vocês.

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