Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Rodrigo Maia no Roda Viva desta segunda: Dilma não tem nenhuma chance de voltar ao Palácio do Planalto

O novo presidente da Câmara dos Deputados analisou, entre outros temas, o papel do Poder Legislativo na busca de soluções para a crise brasileira

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 22h15 - Publicado em 19 jul 2016, 18h24

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=6n_zaT5573w?feature=oembed&w=500&h=281%5D

“A qualidade diminuiu não só na Câmara dos Deputados, mas em todas as instâncias do poder público”, reconheceu Rodrigo Maia, novo presidente da Câmara, na entrevista ao programa Roda Viva desta segunda-feira. Deputado federal na quinta legislatura, Maia endossou a resposta que Ulysses Guimarães repetia a quem criticava o nível dos integrantes do Congresso: “Você acha que está ruim? Então aguarde a próxima eleição”.

Embora considere Eduardo Cunha um dos mais eficazes presidentes que a Câmara teve, Maia afirmou que, se dependesse do seu voto, cassaria o mandato do antecessor, afastado do cargo depois de um bombardeio de denúncias que o envolvem em casos de corrupção. “Nos primeiros meses, a atuação de Cunha foi bastante produtiva e o plenário funcionou como nunca”, ressalvou o entrevistado.

Maia garantiu que nada ofereceu, além do “respeito às minorias”, em troca dos votos de parlamentares do PT no segundo turno da disputa eleitoral. “Fiquei 13 anos na oposição fazendo críticas ao governo, mas sempre procurei o diálogo”, lembrou. Ele qualificou de “falido”o sistema político brasileiro. “Não é necessário apenas reduzir o número de partidos, é preciso mudar o sistema eleitoral”, ressaltou.

Para o novo presidente, a Câmara deve deliberar prioritariamente sobre o projeto de lei do pré-sal, a renegociação da dívida dos Estados e as 10 medidas contra a corrupção sugeridas pelo Ministério Público. Maia também considera inadiável o começo de uma efetiva reforma política.

Ao se declarar contrário à criação de novos impostos e ao aumento de tributos já existentes, o entrevistado culpou a irresponsabilidade fiscal do governo Dilma pela crise econômica que assola o país. “A chance de Dilma Rousseff voltar ao poder é nula”, repetiu. Maia também atacou alguns projetos especialmente valorizados pelo PT. “O Bolsa Família sem prazo para as famílias saírem do programa é assistencialismo puro”, sustentou. “Essa promiscuidade com dinheiro público está errada”.

A bancada de entrevistadores reuniu os jornalistas Pedro Dias Leite (VEJA), Débora Bergamasco (Isto É), João Gabriel de Lima (Época), Leandro Colon (Folha) e José Nêumanne (Estadão, TV Gazeta e Rádio Estadão). Com desenhos em tempo real do cartunista Paulo Caruso, o programa foi transmitido ao vivo pela TV Cultura.

Continua após a publicidade
Publicidade