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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Reynaldo-BH: ‘Resta ao Poder Judiciário decidir se servirá de instrumento para os chicaneiros da Casa do Espanto’

REYNALDO ROCHA Na mesma semana em que o Brasil ganhou o nada nobre título de país mais perigoso da América Latina para o exercício da profissão de jornalista (12 assassinatos), o Senado “judicializou” mais uma questão. Fatos sem ligação? Não, ao contrário: são intimamente ligados. O famigerado senador Romero Jucá (PMDB), capacho de qualquer mandatário e […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 31 jul 2020, 04h04 - Publicado em 9 abr 2014, 21h27

REYNALDO ROCHA

Na mesma semana em que o Brasil ganhou o nada nobre título de país mais perigoso da América Latina para o exercício da profissão de jornalista (12 assassinatos), o Senado “judicializou” mais uma questão. Fatos sem ligação? Não, ao contrário: são intimamente ligados.

O famigerado senador Romero Jucá (PMDB), capacho de qualquer mandatário e sócio de Renan Calheiros, obedeceu às ordens recebidas: protelar a instalação da CPI da Petrobras. Trabalho sujo? Quem se importa?

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A CPI só nasceu porque no Brasil ainda há imprensa livre. Foram reportagens que fizeram transbordar o que entupia o esgoto da estatal que um dia foi motivo de orgulho para os brasileiros.

Seguiu-se a tentativa de inviabilizar a CPI. Inventou-se outra para que, assim, nenhuma existisse. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado decidiria a questão.

Ordens são ordens e Jucá soube cumpri-las. O importante era prorrogar a não instalação, como queria Lula, e a oposição teve que apelar para a dita judicialização da atividade política, recorrendo ao STF. O atraso (tão desejado) dependerá do ministro sorteado para decidir sobre o caso.

Que não se acuse mais o Poder Judiciário de ser um “invasor” das prerrogativas legislativas. Ao contrário, foi chamado a decidir na ausência delas.

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A importância da DEMOCRACIA fica cada dia mais evidente. Um país precisa de UMA IMPRENSA LIVRE, de um Congresso atuante (e limpo), de oposições e do Poder Judiciário.

Agora resta a esse Judiciário demonstrar um mínimo de respeito à cidadania e ao Estado de Direito. E impedir que seja usado como chicana dos zumbis da Casa do Espanto.

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