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Proibido de entrevistar Marconi Perillo, jornalista da TV goiana denuncia ao vivo os censores da aliança governista e se demite

Publicado em 21 de outubro Lula ordenou ao eleitorado catarinense que tratasse de erradicar o DEM da paisagem política. O candidato a governador do partido, Raimundo Colombo, elegeu-se já no primeiro turno. Nesta terça-feira, o presidente que abandonou o emprego baixou em Goiás para exigir, aos berros, a derrota do senador Marconi Perillo, candidato do […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 13h08 - Publicado em 16 jan 2011, 10h00

Publicado em 21 de outubro

Lula ordenou ao eleitorado catarinense que tratasse de erradicar o DEM da paisagem política. O candidato a governador do partido, Raimundo Colombo, elegeu-se já no primeiro turno. Nesta terça-feira, o presidente que abandonou o emprego baixou em Goiás para exigir, aos berros, a derrota do senador Marconi Perillo, candidato do PSDB e franco favorito na disputa com Iris Rezende, do PMDB. Os desdobramentos do palavrório avisam que o eleitorado goiano vai reprisar o corretivo aplicado pelo povo de Santa Catarina, para ensinar ao reizinho nu que a monarquia acabou.

Outro tiro no pé, atestam os dois vídeos que ilustram o post. No primeiro, gravado nesta quarta-feira, o jornalista Paulo Beringhs denuncia ao vivo a ressurreição da censura na TV Brasil Central, controlada pela administração estadual. Atendendo a uma ordem do governador Alcides Rodrigues, a direção da emissora comunicara a Beringhs, minutos antes, que a entrevista com Perillo, marcada para esta quinta-feira, deveria ser cancelada. No ar, o jornalista identificou os responsáveis pelo atentado à liberdade de expressão, cometido para anabolizar a claudicante candidatura de Iris Rezende, pediu demissão e disse ao diretor da emissora, sentado à sua direita, a grande frase: “Garanta seu emprego que eu garanto a minha dignidade”. Confiram:

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O segundo vídeo consuma o desastre. Na cena inicial, Lula aproxima-se de Iris Rezende no palanque e pede à platéia que “olhe na cara deste homem”. É em gente assim que os goianos devem confiar, ensina. Na cena seguinte, gravada em 2005, Iris invoca o escândalo do mensalão e outras bandalheiras federais para afirmar que “é até deprimente eu chegá e apoiá Lula”. Não perca:

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A louvação da intolerância feita por Lula na terça-feira conseguiu, em 24 horas, açular milícias petistas no Rio e ressuscitar a censura em Goiás. Agredidos, José Serra e Marconi Perillo saíram ganhando. Se o passageiro do ressentimento mantiver o ritmo e o estilo, a nau dos insensatos vai acabar naufragando sem a ajuda de adversários.

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