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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pressionada por Aécio no debate do SBT, a presidente que se gabou de resistir a pressões 24 horas por dia perde o rumo no meio da entrevista e culpa a pressão

Na noite de 11 de setembro, sentada no banco de trás do carro que seguia para o hotel no Rio, a repórter da Folha que acompanhava Marina Silva perguntou à candidata o que achara dos ataques que Lula lhe fizera na véspera. Marina, segundo a jornalista, teve de conter o choro enquanto murmurava, com voz embargada, […]

Por Branca Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 02h50 - Publicado em 17 out 2014, 01h47

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Na noite de 11 de setembro, sentada no banco de trás do carro que seguia para o hotel no Rio, a repórter da Folha que acompanhava Marina Silva perguntou à candidata o que achara dos ataques que Lula lhe fizera na véspera. Marina, segundo a jornalista, teve de conter o choro enquanto murmurava, com voz embargada, que não pretendia revidar às agressões verbais.

A reação naturalíssima não valia mais que uma nota no pé da página, mas foi noticiada com destaque. E Dilma Rousseff, instruída pelo marqueteiro João Santana, tentou transformar o choro que ninguém viu na prova definitiva de que Marina não estava preparada para governar o país. “Presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, caprichou no dilmês castiço. “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, se não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”.

Nesta quinta-feira, já no começo da entrevista concedida a uma repórter do SBT depois do debate com Aécio Neves, Dilma empacou no meio da palavra inequivoco: “Ineq,.. inequ… inequi…”, rateou o neurônio solitário.  “Eu não tô… muito… ” Talvez por falta de familiaridade com falatórios em dilmês despejados pela cabeça baldia, a repórter deduziu que a declarante estava se sentindo mal. “A pressão caiu”, agarrou-se a entrevistada à boia que caiu do céu.

Um copo de água com açúcar e alguns minutos numa cadeira bastaram para que tentasse retomar a discurseira inintelível. “Eu tive uma queda de pressão. Acredito que… é óbvio que um debate… ele é sempre … exige muito da gente”. gaguejou. A repórter explicou que, antes da pausa estranhíssima, dissera o suficiente para esgotar o tempo da entrevista. A carranca, o olhar colérico e as palavras rosnadas para a jornalista confirmaram que Dilma estava de volta à normalidade anormal.

Pressionada por Aécio Neves durante o debate que durou 100 minutos, a mulher que se gabou de resistir a 24 horas de pressões por dia confessou que ficou desorientada por causa da pressão. Segundo o parecer que ela própria emitiu para desqualificar Marina Silva, Dilma não tem preparo físico e mental para ser presidente.

Algumas pancadas merecidíssimas são suficientes para afetar-lhe a saúde e mandar para o espaço o equilíbrio psicológico. Fica tão grogue que é nocauteada até por entrevistas de um minuto.

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