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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Poeta engaiolado

“Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Minhas mãos tocaram a música dos seus sonhos. Ele dançou. Enxuguei seu rosto do suor do meu trabalho. Abri a porta para ele passar. Na hora da porrada a cara era minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro. De braços dados caminhamos. Seu sofrimento foi o meu […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 01h40 - Publicado em 8 abr 2015, 16h08

“Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Minhas mãos tocaram a música dos seus sonhos. Ele dançou. Enxuguei seu rosto do suor do meu trabalho. Abri a porta para ele passar. Na hora da porrada a cara era minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro. De braços dados caminhamos. Seu sofrimento foi o meu choro. Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas”.

João Paulo Cunha, no livro de poemas Quatro & Outras Lembranças, escrito durante a temporada na gaiola da Papuda, sem esclarecer se quaisquer semelhanças com Lula e o mensalão são mera coincidência.

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