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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os refugiados venezuelanos e seus carrascos brasileiros

Os velhos comparsas de Chávez e Maduro agora fazem de conta que o berço do socialismo bolivariano fica no Polo Norte

Por Augusto Nunes 9 Maio 2018, 14h40

Michel Temer agora botou na cabeça que fez em dois anos o que qualquer outro presidente demoraria 20. Deve ter sido por isso que não lhe sobrou tempo para descobrir que Roraima faz parte do Brasil. Pior: faz fronteira com a Venezuela em adiantado estado de decomposição.

Nos últimos três anos, 50 mil fugitivos do pesadelo bolivariano se instalaram no Estado que, com cerca de 500 mil habitantes, é o menos populoso da federação. Nesse espaço de tempo, a União autorizou um único repasse de verbas para ajudar o Estado a enfrentar o drama dos refugiados. Em 2017, foram liberados R$ 480 mil.

Isso mesmo, R$ 480 mil. Foi essa a contribuição em dinheiro do Planalto para reduzir a escassez de alimentos e gás nos abrigos improvisados. É menos do que Romero Jucá, senador por Roraima (e líder do governo na Casa dos Horrores) embolsa por fora a cada trimestre.

Mais obscena que a omissão do Governo Federal, só a mudez cafajeste dos comparsas de Hugo Chávez e Nicolás Maduro homiziados no PT e seus satélites. Enquanto Lula e Dilma Rousseff estiveram na Presidência da República, o Brasil ajudou com bilhões de reais extraídos de negociatas a montagem do drama tão previsível quanto a mudança das estações do ano.

Agora, os celebrantes de missa negra fazem de conta que a Venezuela fica no Polo Norte. Inútil: os refugiados jamais esquecerão os carrascos brasileiros que fizeram o diabo para a eternização da vigarice bolivariana.

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