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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os mensaleiros e seus comparsas ignoraram o aviso aqui formulado em fevereiro de 2011. E descobriram tarde demais que ainda há juízes no Brasil

O artigo publicado neste espaço em 18 de fevereiro de 2011, reproduzido na seção Vale Reprise, comentou a intensificação da ofensiva forjada para forçar o Supremo Tribunal Federal a absolver os oficiais de alta patente da tropa do mensalão. Liderados pelo ex-presidente Lula, culpados e comparsas já festejavam o sucesso das manobras liberticidas. E ignoraram […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 07h45 - Publicado em 29 set 2012, 20h45

O artigo publicado neste espaço em 18 de fevereiro de 2011, reproduzido na seção Vale Reprise, comentou a intensificação da ofensiva forjada para forçar o Supremo Tribunal Federal a absolver os oficiais de alta patente da tropa do mensalão. Liderados pelo ex-presidente Lula, culpados e comparsas já festejavam o sucesso das manobras liberticidas. E ignoraram a advertência formulada no fecho do texto:

Confiantes na lentidão da Justiça e na amnésia nacional, os comandantes da ofensiva contra o Estado Democrático de Direito apostam na prescrição dos prazos e na discurseira sobre “falta de provas”. Acham que o processo dará em nada. Acham que, na pior das hipóteses, sobrará para os alevinos: como sempre, os peixes grandes escaparão. Acham, em resumo, que já não há juízes no Brasil.

Lula e seus generais podem aprender tarde demais que a esperteza, quando é muita, fica grande e come o dono. A maioria dos ministros deve saber que, se os chefões da quadrilha forem absolvidos, o STF terá optado pela rota do suicídio. Os partidários da capitulação precisam ouvir a voz do país que presta: se for avalizada a falácia segundo a qual o mensalão não existiu, o Judiciário deixará de existir como poder independente.

Passados um ano e sete meses, os dois parágrafos ficaram com cara de profecia. O Supremo não capitulou.

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