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Os fiéis de God Bastos acham que Celso de Mello é tão vaidoso quanto o deus da seita

Os advogados dos mensaleiros vivem recitando que uma hora para cada cliente é pouco: queriam pelo menos duas ─ três a menos que o tempo concedido à acusação para falar de 30 réus. Paradoxalmente, três dos cinco bacharéis que se apresentaram nesta segunda-feira consumiram preciosos minutos para elogiar o ministro Celso de Mello. Como o […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 08h12 - Publicado em 6 ago 2012, 20h09

Os advogados dos mensaleiros vivem recitando que uma hora para cada cliente é pouco: queriam pelo menos duas ─ três a menos que o tempo concedido à acusação para falar de 30 réus. Paradoxalmente, três dos cinco bacharéis que se apresentaram nesta segunda-feira consumiram preciosos minutos para elogiar o ministro Celso de Mello.

Como o exército chefiado por Márcio Thomaz Bastos não faz nada por acaso, pode-se deduzir que os doutores em impunidade 1) querem convencer Celso de Mello de que não têm nada a ver com a boataria que circulou em Brasília dando conta da iminente (e voluntária) aposentadoria do ministro, 2) acham que Celso de Mello ainda não concluiu a elaboração do seu voto e 3) têm certeza de que o decano dos ministros do STF é tão vaidoso quando Márcio Thomaz Bastos e pode mudar de ideia só para ficar bem com os defensores da quadrilha.

Os fieis do ex-ministro da Justiça sabem que o homem que chamam de “God” não resiste a discurseiras bajulatórias. Devem imaginar que Celso de Mello também seja assim. Resolveram aproveitar o desfile dos perjuros para colocar o decano dos juízes do STF sentado à direita de God Bastos. E transformaram o que deveria ser elogio em ofensa grave.

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