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Ordem do Planalto: ‘Saboia deve ser moído’

ATUALIZADO ÀS 8H58 Oficialmente, o diplomata Luiz Alberto Figueiredo deixou a chefia da representação brasileira na ONU para tornar-se ministro das Relações Exteriores e Antonio Patriota deixou o cargo de ministro das Relações Exteriores para chefiar a representação na ONU. Na prática, nada mudou. Marco Aurélio Garcia era o chanceler. E chanceler continua, berram os […]

ATUALIZADO ÀS 8H58

Oficialmente, o diplomata Luiz Alberto Figueiredo deixou a chefia da representação brasileira na ONU para tornar-se ministro das Relações Exteriores e Antonio Patriota deixou o cargo de ministro das Relações Exteriores para chefiar a representação na ONU. Na prática, nada mudou. Marco Aurélio Garcia era o chanceler. E chanceler continua, berram os desdobramentos da operação que livrou o senador boliviano Roger Pinto Molina do cativeiro na embaixada em La Paz.

Disfarçado há mais de dez anos de “Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais”, Garcia fazia e desfazia já nos tempos em que Celso Amorim caprichava na pose de chanceler. Com a transferência do Pintassilgo do Planalto para o Ministério da Defesa, a boca à espera de um dentista passou a reinar sem concorrentes no governo Dilma Rousseff. A presidente e seu conselheiro doidão sonham com uma América bolivariana. E não admitem que algum subordinado ouse desafiar ou desobedecer companheiros de lutas revolucionárias.

Foi o que fez o diplomata Eduardo Saboia com Evo Morales ao libertar o senador enclausurado por 455 dias na representação em La Paz. Por ter ouvido a voz da razão, o ministro conselheiro da embaixada na Bolívia será investigado por uma comissão de sindicância formada pela Controladoria Geral da União. Presidida por Dionísio Carvalho Barbosa, auditor da Receita Federal e assessor da CGU, a comissão seria completada pelos embaixadores Clemente de Lima Baena e Glivânia Maria de Oliveira.

Seria: os dois recusaram a missão quando souberam das instruções do Planalto. “O Saboia deve ser moído”, revelou a esta coluna uma fonte com acesso ao gabinete presidencial. Para manter as aparências, Garcia ditou a declaração do novo ministro Luiz Alberto Figueiredo: “Houve uma recomendação da CGU, que é quem preside a comissão, de que seria melhor que eles não fossem os nomes escolhidos pelo Itamaraty porque eles, de alguma forma, têm alguma ligação com o tema. Nós escolhemos outros dois colegas e portanto não vai haver nenhum tipo de atraso na sindicância”.

Os substitutos são os diplomatas Rodrigo Amaral e Paulo Estivalet. Ambos terão de escolher entre a dignidade e a desonra.

 

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  1. Comentado por:

    João

    Mal comparando, nesse caso, o Saboia é o nosso Aristides de Souza Mendes. Já candidatos a Salazar, no poder, no Brasil, há vários.

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  2. Comentado por:

    Oliver

    COMUNISTOFÓBICO
    Eu não leio absolutamente nada sobre o comunismo, exceto o que escrevem seus maiores detratores. Isto é para ter certeza de que vou entender onde desabou essa forma torpe de disciplina social. Sim, porque numa análise rasa, comunismo e capitalismo versam sobre como organizar uma sociedade; se é ela – a sociedade – que vai definir seus rumos e riscos ou se o elefante governamental vai na frente abrindo o caminho lento e penoso da evolução da espécie com toda uma corja de encostados nele seguindo logo atrás. É claro que há um troca de linguagens cifradas quando o ministro Saboia compara as salas de sua embaixada ao DOI-CODI e a ira da vagabunda de tailleur deixa entrever que o petardo foi certeiro. Fui Longe ? Eu amarro. Os caras querem vender aqui um comunismo cifrado e dissimulado, porque eles sabem que se derem bandeira a patuleia não compra. Pior; numa sociedade gigante e heterogênea como a nossa seriam necessárias dez Venezuelas de milicianos para patrulhar a coisona podre em gestação. E haver disciplina, coisa que definitivamente o bananão subverte num carnaval de malemolências. O que eles conseguem então, quando muito, é se encastelarem numa seita vagabunda de batedores de carteira, que chamam outros de outras ideologias e credos numa festa de alegrar o diabo – e com o nosso dinheiro. Não é para menos que a petralharia é a ponta do ariete dessa arma vigarista que eles usam para arrombar nossa democracia. E como tal, tem sua hierarquia interna. Na seita do bispo Didi – não o humorista, o outro – a coisa era igualzinha. Desafetos de uma determinada vertente muitas vezes eram brindados com filiais no meio da África, ou eram agraciados com produtoras montadinhas, para ficarem distantes e não causarem problemas na grande lavanderia do universo parida bem debaixo dos narizes moucos de nossas instituições e legislação vigentes. O fato é que não estamos tratando com iniciantes. Nem de longe. A bucólica sede da embaixada boliviana nem de perto deve parecer o céu. Não duvido que Sabóia já tenha ido pra lá como prisioneiro de uma ideologia pilantra, professada por um seita idem. Não um herói, mas um dissidente. Bem debaixo dos olhos de um Itamaraty aparelhado e inoperante, diga-se. E de instituições que acham que direitos humanos são aquelas coisas de gente limpinha, que não devem se criar por aqui em hipótese alguma. Seguramente levou em sua mala o que lhe restava da dignidade, quando se viu brindado com a torpe missão de ser guarda de cárcere de um preso ideológico. O regime sempre se supera na vigarice operacional. Partiu para o tudo ou nada, assim como fez a frau no final do filme de Pasolini – 120 Dias de Sodoma e Gomorra. Se aquilo era um ato heroico ou o clímax de um desespero, isso depende muito do ponto de vista. Para mim, tudo aquilo continua sendo uma lerda. Uma escatologia. Uma fábrica picareta de mentes deformadas por uma ideologia que não vai vingar por aqui, mas vai deixar os cofres públicos arrombados e vazios. E uma conta pesada para nossas futuras gerações pagarem com o suor de seus rostos calejados. É nesse caldo de idiotia que eu não voto nulo, nem elejo um Sabóia para presidente de véspera, sabendo que, por sua vez, o cara votou na dona duchefe. Meu voto não é para limpar o traseiro. E tenho dito. Salvem o Francenildo.

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  3. Comentado por:

    Oliver

    CACTUS BILL: ENTRE O CÉU E O INFERNO
    Idos de 30. Uma lei estúpida tenta apagar o uísque da cena americana, sem levar em conta a vontade de seus pacatos consumidores. Aqui e ali pipocam as destilarias clandestinas. Ao contrário do que se imagina, as mais barulhentas e violentas não são as que mais faturam. São as grandes e ricas, com um cinturão de influência na sociedade e costas quentes que fazem seu serviço com mais eficiência e segurança. Dona Duchefe era a intocável de uma das grandes. Don Evito de uma pequena, na zona rural mais violenta do condado. Não eram concorrentes; muito pelo contrário. Negociavam lotes da muamba entre si sempre que podiam. Era pela causa. Dona Duchefe sempre era engabelada pela pequenez de seu rival. Uma dessas reuniões ocorreu numa galpão abandonado, onde duas fileiras de carros se postavam com seus faróis acesos e todo mundo ali procurava um pretexto para sacar a arma do coldre.
    – Bienvenida, Dona Duchefe. Temos um carregamento ótimo para la senhora hoy.
    – Sei – desconversa a chefe de seu bando, com cara de poucos amigos. Clima tenso. Quando Pinto, funcionário de Don Evito, quebra o gelo dizendo:
    – O carregamiento é otimo si. Dom Evito deu um gole para o seu cavalo ontem e ele morreu. – Risada Geral. Num segundo, no entanto, um círculo de espingardas cercam a cabeça de Pinto, de seus próprios cumpanheros. São seguidos pelos funcionários de Dona Duchefe, que também apontam suas armas para o pelotão de Don Evito. Enquanto Pinto se ajoelha e implora pela vida, Dona Duchefe mostra com sua habitual frieza porque é dona do maior negócio:
    – Hoje não é um bom dia para sujarmos o galpão de sangue, Don Evito. Me dá um desconto na muamba e vamos desarmar este circo.
    – Dona Duchefe, que insensível. Podemos morrir todos por acá e a senhora ainda quer um desconto em minhas obras de arte em garrafitas ? Vamos fazer o seguinte: Não lhe dou o desconto, mas lhe o ofereço o meu Pinto, funcionário exemplar até hoy. Deve estar me roubando, pois nosso Whisky lhe deu uma coragem sem precedentes. Peça para alguém da sua distinta comitiva vir retirá-lo daqui.
    – Direitos Humanos !!! – Era assim que dona Duchefe se referia a um de seus comparsas e também desafeto, pois tinha dado umas pisadas no tomate em outras negociações, o que nunca agradava Dona Duchefe. Muito honesto, o coitadinho.
    – Vai pegar esse sujeito e vamos embora dessa lerda.
    Polido, articulado e educado, o cara vai se esgueirando por entre as garruchas para abraçar o Pinto, ajoelhado e clamando pela vida aos prantos. Ao que Dona Duchefe retruca com sua habitual sordidez ideologizada para baixo:
    – Peraí. Mudei de ideia. Não quero o desconto. Fica você com o nosso Direitos Humanos e o seu próprio Pinto, que eu não gosto. E ele já se deu bem com Pinto mesmo. Tragam o carregamento e vamos embora daqui que eu tenho escova hoje. Reunião encerrada. –
    Elliot Ness nem era investigador ainda. Num tinha uma puliça sequer no condado. E os heróis morreram todos de overdose de uísque picareta. Num sei não.

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  4. Comentado por:

    padock

    Essas porcarias PTistas lá ta preocupadas com porras de honrras algumas esses lixos nunca tiveram esses apelidos bacanas “honrras”

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  5. Comentado por:

    Geová Elias

    Já estão pensando que este país é deles.

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  6. Comentado por:

    catson aruak

    Tudo o que se passa no Brasil já está mais do que cansando, já passou do ponto.
    Mas nunca é demais lembrar que QUEM DEVERIA SER MOÍDO É O (DES)GOVERNO.

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  7. Comentado por:

    Mary

    A idéia de convidar o sr.Eduardo Sabóia ao RV e excelente , porém ele deve ser convidado quando a tal “sindicancia” armada pela petralhada der sinais claros de que ele será fritado .

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  8. Comentado por:

    Virgílio Pacheco

    O Brasil vive os apagões, não só os de energia elétrica mais os apagões da moral, da honestidade, da civilidade , do compromisso com as coisas publicas, dos valores éticos e não seria diferente se não tivéssemos como guru de uma Bipolar na presidência, um canalha, comunista, membro deste foro de São Paulo ,chamado Marco Aurélio Garcia um verme parasita deste PT/MST Bolivariano, representante da FARC e de tantas outras coisa que não prestam neste mundo podre da politica brasileira. Chega de PT/MST/Bolivariano

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  9. Comentado por:

    JOSE CORDEIRO

    Isto o “pt” sabe fazer bem direitinho.

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