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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Oliver: Coke, please

VLADY OLIVER Eu tive um amigo – um grande publicitário do passado – que afirmava que apenas dois tipos de produtos precisam de propaganda: os novos e os ruins. Evidente que uma Coca-Cola, por exemplo, anuncia até hoje porque quer parecer nova. Comunica-se como nova ao seu distinto público, também novo. Já o governo é […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 00h07 - Publicado em 12 nov 2015, 21h20

VLADY OLIVER

Eu tive um amigo – um grande publicitário do passado – que afirmava que apenas dois tipos de produtos precisam de propaganda: os novos e os ruins. Evidente que uma Coca-Cola, por exemplo, anuncia até hoje porque quer parecer nova. Comunica-se como nova ao seu distinto público, também novo. Já o governo é o maior anunciante do Brasil. E não é novo. Nem renovado é. Só pode ser muito ruim.

Nessa equação rumbeira, fico me perguntando porque um produto precisa dessa propaganda toda. Sabe aquele “devido ao sucesso de nossa promoção de vendas, vamos esticar a oferta por mais seis meses” ? É certo que o produto encalhou. Digo isso debaixo de festas e mais festas da eterna segunda colocada na tevê brasileira, que desponta hoje como primeira no Brasil todo.

É um fenômeno que ninguém comenta. Um fenômeno que abre as comportas para um verdadeiro mar de dinheiro indo para grandes produtoras em Los Angeles, por absoluta falta de condições técnicas de se fazer aqui, com a grandeza necessária, uma cena bíblica de fazer inveja às barragens que se foram lama abaixo em Minas Gerais, se me desculpam os leitores pela sórdida comparação.

É mistura do lugar certo, na hora certa, com os ingredientes corretos. Difícil de explicar. Menos difícil do que explicar determinados fracassos que vamos colecionando por aqui no país. Venho afirmando – e bancando o chato de galochas de chuva – que o passado não serve para reconhecer os erros do presente. Se assim fosse, o PT estaria perdoado de todos os seus males, que não são poucos.

Meu faro me diz que FHC vem sendo vítima não só de Lula, mas de Aloysios, Fitas Crepes e Geraldos. Com uma trinca dessas encabeçando seu partido, a gente não precisa nem de inimigo invejoso para estapear. Eles mesmos se encarregam de fazer a turma parecer um bando de alegres jantantes constrangidos, tramando com alguma sociologia barata o tipo de golpe com que enfiarão a mãozona boba no bolso de seus contribuintes.

Estou dessa laia até o talo. Faço coro à honra que o nosso ex-presidente bem merece. No mais, a política que aí está e seus políticos merecem cada uma das leis que andam aprovando para repatriar dinheiro sujo. Que gastem a grana toda tentando abrir os mares por aqui mesmo. E que se danem. Neles eu não votarei nem amarrado. Os tucanos andam cheirando gaiola suja. Está na hora de lavar os poleiros com creolina.

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