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Oliver: Cada macaco pesado em seu galho gordo

VLADY OLIVER Sempre que vejo aquelas cenas de guerra em filmes épicos, fico me perguntando o que devem sentir os caras do exército que levam o bumbo e a corneta. Sim, porque morrer montado numa baioneta ou empunhando metralhadoras é algo bem diferente, psicologicamente.

VLADY OLIVER

Sempre que vejo aquelas cenas de guerra em filmes épicos, fico me perguntando o que devem sentir os caras do exército que levam o bumbo e a corneta. Sim, porque morrer montado numa baioneta ou empunhando metralhadoras é algo bem diferente, psicologicamente. Defender-se com tambores não parece ser a coisa mais sensata do mundo para quem está diante de uma guerra, mas é parte do jogo e assim deve ser encarada.

É por isso que discordo do comentário do Well, que acha que “discussões e defesas de pontos de vista” são perda de tempo. O que vale é a ação. Pois eu lembro ao ilustre comentarista que alguém precisa levar o bumbo e a corneta numa guerra. Nem por isso são menos corajosos aqueles que manejam este tipo de instrumento. Nem por isso estão a salvo dos tiros de canhão dos inimigos. Fazem seu papel na contenda, igualmente digno de heroísmo.

Digo isso porque também é cansativo ter de explicar aos aqui presentes que não adianta partir para o confronto físico, como querem alguns. É justamente o contrário. Só a consciência do que estão fazendo estes bandidos pode moldar uma sociedade mais vigilante quanto a vigarices. É um processo. Um longo processo de conscientização e do despertar da percepção do que são e o que fazem com os pobres cofres públicos.

É a denúncia constante de um método e de seus agentes. Se vocês querem saber, o país parou porque secou a propina. Era ela que movia as gordas partes pudicas desse Estado com elefantíase. Que azeitava o andamento dos carimbaços. Sem ela, ficam sem gorjeta os garçons do erário. Ficam sem café os tomadores de café das repartições públicas. Contratados apenas para agitar bandeirinhas, esses escrotos com crachá não sabem fazer outra coisa na vida. Ou alguém acha mesmo aqui que dona du chefe precisa de mais de cem mil cargos de confiança pendurados em suas tetas públicas?

Esse é o exército dessa gente, meus caros. O ralo por onde nossa grana se esvai feito lama rala. A origem e o destino de uma seita vagabunda, que não aceita ser defenestrada do poder para pegar no batente. Denunciar isso “diuturna e noturnamente” tem sido o meu papel por aqui. O nosso papel. Meu bumbo e minha corneta em meio à guerra. Nem por um minuto pensei em trocar o instrumento por uma garrucha, e sim por uma vistosa panela.

Essa gente tem que sucumbir na base da panelada no lombo, meus caros. Do linchamento moral. Da consciência de que serão encaminhados ao ostracismo, jogados na lata do lixo de história. Quantos aqui já entenderam não se tratar de um caso de política, mas de polícia? Algemas na tigrada é o que eu espero em 2106. Prendam o líder do bando e vocês verão o país que nascerá dessa providência. Simples assim.

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  1. Comentado por:

    Felipe Carrasco

    Caro Olivier, cordiais saudações! Você tem razão quando diz que tem de se levar bumbo e corneta para guerra. Mas esquece que também tem de se levar armas. Em todas as guerras havia cornetas e bumbos, mas também canhões (último argumento dos reis). No presente é preciso ter a percepção que, ao contrário do que diz a mídia, a situação a que chegamos não se restringe a uma crise econômica e política, mas sim a implementação de um projeto criminoso de Poder maquinado a partir do Fórum de São Paulo. Entendo que, nesse caso, quanto mais se alonga a retórica, maior será o preço a pagar quando os “corneteiros” perceberem que é chegada a hora de dar o toque de “ordem de marcha”. Não acredito que os bolivarianos brasileiros, venezuelanos, bolivianos e equatorianos se curvarão pacificamente as “cornetas”. Outrora já vi esse filme. Como brasileiro e democrata prefiro que a sua tese venha prevalecer. Entretanto, a certeza de que o Supremo resta aparelhado e o PGR não passa de um bolivariano escalado para a posição de zagueiro, fez minguar as esperanças deste modesto ancião quanto a uma solução por meio da via pacífica. Confio em Deus, e tenho a certeza que jamais permitirão a introdução da cor vermelha na nossa bandeira. Outrossim, é de suma importância que Veja e sua turma de comentaristas doutos, inteligentes e irreverentes continuem tocando cada vez mais alto bumbos e cornetas, até porque nos tempos atuais o êxito no TO inclui vencer a batalha da comunicação.

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  2. Comentado por:

    Glorinha de Nantes

    Perfeito!
    .
    “Somos a esmagadora maioria. Por mais que pareçamos pacíficos idiotas, somos uma maioria tão esmagadora que esmagaremos o que vier na frente, com o simples peso de nossa existência.”
    .
    E que avassaladora maioria! Independente e automotivada, consciente e ciente da existência, comprometida e persistente … No 13 de março próximo, de novo, de novo e de novo, … E quantas vezes mais for necessário …
    .
    O Brasil clama por Liberdade e Dignidade : __ FORA PT! FORA LLULLA! FORA RROUSSEFF!
    O Brasil clama por Liberdade e Dignidade!

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