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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Oliver: Aula de massinha política

VLADY OLIVER Vamos explicar para quem ainda não conseguiu entender? A imensa maioria dos brasileiros sai às ruas pacificamente porque quer o fim desse governo, dessa política, dessa administração, mas ainda confia nas instituições para resolver esse problema. Em qualquer nação civilizada, isto bastaria para que os governantes entendessem a grandeza de um gesto político. Aqui não. […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 00h43 - Publicado em 13 ago 2015, 22h49

VLADY OLIVER

Vamos explicar para quem ainda não conseguiu entender? A imensa maioria dos brasileiros sai às ruas pacificamente porque quer o fim desse governo, dessa política, dessa administração, mas ainda confia nas instituições para resolver esse problema. Em qualquer nação civilizada, isto bastaria para que os governantes entendessem a grandeza de um gesto político. Aqui não. Aqui, bandido fica encastelado no governo roubando e você precisa chamar a polícia para tirá-lo de lá.

Na leitura avariada dessa gente, as manifestações em si não são o golpe, mas ensejariam um. Fica claro que não querem sair da teta, certo? A crise se resolveria pacificamente se, confiando nas instituições, os próprios bandidos caíssem em si e se entregassem. Alguém aqui acha que farão isso?
Há dois elefantes no governo, um em decorrência do outro; ambos se segurando na mamata.

São os “políticos da forma geral” que puxaram para si as benesses do poder e os ladrões, que perceberam como era fácil nesse cenário montar uma gigantesca máquina de roubar. Usar um bandido para derrubar o outro é quase escandaloso, mas parece que é a única saída que temos no momento. A outra é deixar claro quem é quem nessa trama sórdida e exigir que o cidadão pare de votar em bandidos. A desinformação aqui é industrial e a ignorância, um negócio muito rentável para os poderosos de turno.

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Sabermos que a única oposição efetiva ao governo emana da própria base “aliada” desse governo cheira a vigarice, não é mesmo? Onde está a oposição? Quem acredita na covardia dessa gente não entende nada de ideologia; são todos de esquerda, meus amigos. Todos amiguinhos. O contrário de capitalismo é o comunismo; o de democracia é que é ditadura. Assim como não existem democracias comunistas, não existirão ditaduras capitalistas. Podem ir tirando os “little horses from the rain” que isso aqui já é uma ditadura, que também precisará ser derrubada como aquela outra. É preciso desenhar?

Se o capitalismo só produz “senhores de engenho”, o socialismo só produz bandidos. Com essa visão clara de ambos fica claro entender o que pensam, o que os move e o que defendem. Parem de aplaudir idiotas que empurram ideologia pra você com palavras elegantes. Eles continuam não valendo o que comem e brandindo uma mentira fundamental. Você precisa ser manipulado. Não sabe votar: se soubesse, não cairia nessa armadilha toda vez que ela é montada por aqui. E com urnas eletrônicas superfaturadas então? O serviço fica muito mais simples.

Não acredito em “planos mirabolantes”, nem em hegemonia mundial para se conquistar o poder. Acredito em algo muito pior: a “mentalidade” reinante. Por ela, subir na vida é pelo atalho e isso é lugar comum em qualquer tecido social rasgado e puído como o nosso. É nas entranhas que essa gente se acomoda, “transferindo renda” para os próprios bolsos. É tão escancarado que não sei como não somos governados pelo PCC de uma vez, no lugar do seu braço político, o PT.

Comunistas nunca se rendem, meus caros. Eles se imiscuem. Eles sempre se misturarão com a farinha poítica manca que produzimos por aqui, para ficarem à espreita de novas brechas na sociedade ─ para expandir a infiltração. Ou reconhecemos este estado de coisas e barramos essa gente via enxugamento da coisa pública, exigindo competência administrativa para cargos públicos, ou seremos eternos reféns de novas quadrilhas.

Por último, a pétubrais. Instrumento vagabundo de um golpe em gestação, a estatal aparelhada até a medula é um monstro que atravessa a gasolina mais cara do planeta para os seus consumidores. E tem gente que apresenta essa vigarice como “exemplo de desenvolvimento”. Desenvolvimento de bandidos, ainda não está claro? Ou desmontamos o Estado elefante de nosso lombo ou permitiremos eternamente que financiem, via esses mamutes gordurosos, as quadrilhas de turno, com o dinheiro desviado com que esses vigaristas atuam, meus caros. Acordem.

Hora de recreio.

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