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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Oliver: “Eu roubei, mas todo mundo rouba”

VLADY OLIVER É impressionante que seja este o argumento da canalhada para se manter na teta. A dona do chefe já se sente à vontade para colocar gregos contra troianos ao explicar que “pedalou sim, mas foi para dar umas casinhas de brinde para o gargarejo”. Na minha época disso aí, tinha o “peru que […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 23h53 - Publicado em 10 dez 2015, 21h58

VLADY OLIVER

É impressionante que seja este o argumento da canalhada para se manter na teta. A dona do chefe já se sente à vontade para colocar gregos contra troianos ao explicar que “pedalou sim, mas foi para dar umas casinhas de brinde para o gargarejo”. Na minha época disso aí, tinha o “peru que fala”. Hoje não é só peru que continua falando. A fauna toda se jacta de roubar o dinheiro alheio e enfiá-lo numas causas que sempre desembocam na cueca suja, uma vez que o butim é fraternalmente dividido entre seus comparsas.

Não sei até onde o país aguenta tanta roubalheira, meus caros. No momento, a inflação de mais de 10% vem acompanhada de tarifaços como nunca antes se viu na história “dessepaís”. Pois é. E quer nos convencer a mamulenga de tailleur que a roubalheira foi por uma causa. O pedalinho em forma de patão no sítio de Lulão que o diga, não é mesmo?

Leio na blogosfera que houve barraco ontem entre o homem forte do próximo governo – o senador fita crepe – e o homem forte do governo já passado – a senadora russa – com direito a ela jogar um copo nele. É patético ver no que se transformou mais um “produto de mídia”, certo? A dona nova-barraqueira, que se viu “atacada na pouca honra que ainda lhe resta” partiu para as vias de fato, mostrando que era tão somente o fruto de um ghost-writer muito bom, que acabamos não conhecendo.

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Na república da fanchonaria, me parece que a ordem do dia é brincar de baioneta. Que fique bem claro que minha ironia não contém preconceitos de gênero ou condição. Minha bronca é contra aqueles que fazem da orientação uma bandeira política vagabunda. Já expliquei aqui mesmo que não tenho nada contra eles darem o que é deles, mas tentarem me convencer a dar o que é meu é que são elas.

A república do socialismo patético parece mesmo a casa da Mãe Joana, com todos esbofeteando a cara de todos, numa frenética troca de fluídos ideológicos rampeiros. O mote agora é convencer os parvos de que a roubalheira começou com o presidente Fernando Henrique, o que obviamente é uma sonora mentira. Usam até o Delcídio para provar tal hipótese, com certeza para dissimular a evidência: a roubalheira dos meliantes companheiros tem método, bandeira, causa e efeito, que é o que vamos sentindo, no momento.

Quando bunkers como o BNDES forem finalmente estourados, saberemos que a grana não turbinava só as campanhas políticas desses párias com mandato, mas também abastecia o alegre trenzinho de poder a sustentar a américa latrina inteira, com suas lhamas de franja, padrecos cheios de filhos bastardos, viúvas do tango da vigarice e pajaritos com cara de bolacha, além de uma boa dose de ditadores vagabundos na África e cercanias.

O PT elevou a roubalheira a categoria ideológica, meus caros. Por ela, são pudicos mequetrefes que só roubam dos desinteressantes para enriquecer os interessados. Há um povo inteiro no meio, mas isso é mero detalhe, na briga insana de atirar copos no dissidente e quebrar urnas de votação para impedir o correto exercício da democracia.

Vai vendo o tipinho. Você não se envergonha de ter votado nessa gente? Eu me envergonho. Jamais levarão meu voto de novo. Faço questão de fazer campanha política CONTRA todos eles. Só assim nos livraremos dessa canalha, meus amigos. INFORMAÇÃO é a palavra de ordem. Com ela tiraremos de lá esses vagabundos. Com ela temos um país inteiro pela frente para reconstruir. Simples assim.

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