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O vídeo transforma Lula em réu confesso

Em outubro de 2010, depois de abandonar o local do emprego para concentrar-se nas atividades de cabo eleitoral da candidata Dilma Rousseff, o ainda presidente Lula baixou em Angra dos Reis fantasiado de operário da Petrobras. E reduziu a mais um comício o que deveria ser a cerimônia de lançamento da plataforma P-57, construída pela […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 11 fev 2017, 09h38 - Publicado em 6 jul 2015, 20h28

Em outubro de 2010, depois de abandonar o local do emprego para concentrar-se nas atividades de cabo eleitoral da candidata Dilma Rousseff, o ainda presidente Lula baixou em Angra dos Reis fantasiado de operário da Petrobras. E reduziu a mais um comício o que deveria ser a cerimônia de lançamento da plataforma P-57, construída pela empresa holandesa SBM Offshore.

“Já teve presidente que falava que a Petrobras é uma caixa preta, ninguém sabe o que acontece lá dentro”, começa o melhor dos piores momentos do falatório, eternizado no vídeo de 22 segundos. “No nosso governo ela é uma caixa branca… e transparente”, mentiu. “Nem tão assim, mas é transparente…”, recitou a ressalva debochada antes de escorregar na bazófia perigosa: “A gente sabe o que acontece lá dentro, e a gente decide muitas das coisas que ela vai fazer”.

Somada ao que se descobriu sobre o Petrolão, a gravação transforma Lula em réu confesso. Ao contar que não só acompanhou de perto como frequentemente determinou os caminhos cinzentos percorridos pela estatal, ele decifrou o claro enigma: Os condutores da Lava Jato não precisam mais procurar o chefão do maior esquema corrupto de todos os tempos. Está no vídeo.

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