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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O senador Pedro Chaves votou na contramão do líder Pedro Chaves

Depois de recomendar a condenação de Aécio Neves, o único senador do PSC absolveu o colega mineiro

Por Augusto Nunes 19 out 2017, 19h12

Graças à cassação do titular Delcídio do Amaral, representante de Mato Grosso do Sul, o suplente Pedro Chaves transformou-se neste ano, simultaneamente, no único senador do PSC e no líder da bancada formada por um homem só ─ o próprio Pedro Chaves. Na sessão que devolveu Aécio Neves ao exercício do mandato e à vida noturna, a brasileiríssima esquisitice pariu uma manifestação de esquizofrenia sem precedentes nos parlamentos do mundo.

Primeiro, o líder Pedro Chaves recomendou à bancada do partido que condenasse Aécio. Pouco depois, a bancada ─  ou seja, Pedro Chaves ─ rebelou-se contra a orientação dele próprio e absolveu o colega mineiro. Parece coisa de hospício, mas há uma lógica por trás dessa loucura. O líder que pune qualquer pecador pensava na reeleição e discursou para os brasileiros cansados de tanta bandalheira. O senador misericordioso cumpriu o combinado no contrato que fechou em alguma catacumba do Congresso.

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