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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O poema de Drummond e os mortos de Medellín

Que os versos de 'Memória' abrandem a angústia da gente de Chapecó

Por Augusto Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 21h13 - Publicado em 29 nov 2016, 19h49

Os mortos de Medellin e a dolorosa perplexidade da gente de Chapecó poderiam ter inspirado o poema Memória, de Carlos Drummond de Andrade. São 12 versos mais que perfeitos:

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

http://videos.abril.com.br/veja/id/7199f6de45e9cd73d3b3301ca3614990?

 

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