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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O jejum terceirizado durou menos que a vigília em Curitiba

A greve de fome nem completou um mês. Lula continua na gaiola

Por Augusto Nunes Atualizado em 28 ago 2018, 21h10 - Publicado em 28 ago 2018, 18h00

Na manhã de 31 de julho, começou em Brasília a primeira greve de fome terceirizada da História. O jejum de protesto, que só cessaria com a libertação de Lula, foi planejado por João Pedro Stédile. Mas ficariam sem comer os seis militantes escalados pelo chefão do MST, um ajuntamento de camponeses incapazes de distinguir uma cerca de um machado. “A greve não termina enquanto Lula não for solto para abraçar os manifestantes”, bradou Stédile.

A greve por tempo indeterminado durou 26 dias. No último sábado, horas depois de receberem uma mensagem de incentivo do ex-presidente presidiário, os candidatos a faquir assinaram um papelório em que se declaram “saciados pelo legado de luta e resistência do nosso povo” e formulam a ameaça tremenda: se necessário, “voltarão a fazer greve de fome”.

Stédile qualificou de “vitoriosa” uma greve de fome que conseguiu ser mais curta que a vigília promovida por devotos da seita da missa negra nas imediações da sede da Polícia Federal em Curitiba. O bando de vigilantes foi derrotado pelo frio antes de completar 100 dias ao relento. A turma do jejum ficou longe de comida menos de um mês. Lula continua na gaiola.

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