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O desembargador deveria chefiar a Secretaria da Cracolândia

O doutor que vetou a internação de seres humanos reduzidos a zumbis merece administrar a maior feira de drogas ao ar livre do Brasil

Na sexta-feira passada, 26 de maio, decidida a prosseguir o desmonte da Cracolândia, a prefeitura de São Paulo conseguiu do juiz Emilio Migliano Neto autorização para submeter viciados sem equilíbrio mental para exercer o livre arbítrio à avaliação de psiquiatras que recomendariam ou não a internação em clínica especializada. No dia 28, a segunda etapa da operação aplaudida por 999 em mil moradores foi suspensa pelo desembargador Reinaldo Miluzzi. Nesta terça-feira, a proibição foi ratificada pelo Tribunal de Justiça.

O prefeito João Doria deveria convidar o desembargador Miluzzi para assumir a chefia de uma Secretaria da Cracolândia. Em parceria com os demais defensores dos direitos humanos de seres desumanizados pelo vício, e com o apoio unânime da plateia de zumbis, o doutor adotaria as medidas necessárias para que todos morram em público e livres do assédio de quem deseja salvá-los.      

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  1. Lourival A. de Souza

    Augusto, bela ideia essa sua. Parabéns, genial, tem nosso apoio.

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  2. Maria Eduarda Nunes

    Eu ja tinha sugerido que todos os que estao contra essa operação, deveriam levar pra casa, um bocados desses zumbis e cuidar deles… da forma mais humana que conseguirem!!! É no minimo, estarrecedor a desconexão entre os poderes…. enquanto o executivo tenta resolver o problema corajosamente, o judiciário, de forma insistente impede sem no entanto mostrar a solução! Não dá pra engolir!!!

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  3. Douglas Almeida

    É impressionante como a “justiça” trabalha contra a população. Em nenhum momento se pensa nos moradores daquele local. No Brasil, quem é decente tem que pagar o pato pelos marginais.

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  4. Alberto de Araujo

    A hipocrisia está presente nas ações desses magistrados. Se a vítima fosse um ente querido deles, teria outra atitude. Infelizmente, jogar para a plateia faz parte desses juízes que se apresentam como .defensores dos direitos humanos. só retórica. e soberba.

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  5. Jorge Bezerra Torres

    Prezados, existem no país dezenas de clínicas que atendem dependentes químicos,cobrando mensalidades de R$ 7000,00, no mínimo; onde a maioria dos internos são internados compulsoriamente, em qualquer Estado, por equipes de 2 enfermeiros; operação denominada Resgate; pelos valores cobrados nota-se que são de famílias de alto poder aquisitivo; os que são contra esse expediente sabem da existência delas, mas não as impedem, porque muitos já tiveram ou têm entes queridos internados nessas clínicas. Aí os cidadãos brasileiros acham que só os miseráveis e/ou pobres se tornam dependentes químicos. O Estado tem o dever de defender a vida de todos. Se legalizadas, principalmente, a cocaína, o sistema de saúde deixará de existir e o número de mortos/ano aumentará assustadoramente.

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  6. Cleide Bragliollo

    Inspirada pela sugestão de Narloch hoje na Folha, o prefeito deveria descobrir o endereço de todos esses defensores dos direitos humanos (direito de se matar aos poucos?) e também de todos os colunistas que os endossam e apoiam. Feito isso deveria transportar os viciados e traficantes para as se instalarem ao redor de suas residências… Tudo em nome dos direitos humanos (que os viciados em craque têm e o resto da população não tem).

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  7. O Dória deveria mudar a Cracolandia para a Praça João Mendes. Ficaria assim vizinha ao Fórum Central, a uns 150 metros do Predio Novo da Tabatinguera com Gabinetes da 2a Instancia, a uns 150 metros do Fórum Central da Fazenda Pública e a uns 200 metros da Defensoria na Av. Liberdade e também a uns 200 metros da Promotoria na Riachuelo. Localização perfeita para sensibilizar quem de direito de que algo precisa ser feito. E deixando os jovens alunos do Colégio Coração de Jesus estudarem em paz.

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  8. Francisco Martins

    Sr Nunes:
    Assino embaixo!!!

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  9. Deus me livre! Se por um destes acasos da vida, um filho dele ou de algum parente ou amigo estivesse jogado na cracolândia, ele não tiraria o cidadão compulsoriamente dali? É quase impedir ou não alguém que quer se suicidar.

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