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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O ataque da tribo liberticida ao cinegrafista Santiago Andrade foi tão surpreendente quanto a mudança das estações do ano

Black Bloc é o codinome pernóstico de uma ramificação da família dos fora-da-lei, resumiu o título do post aqui publicado em 28 de outubro de 2013, que tratou da inverossímil agressão sofrida por um coronel da PM de São Paulo. A releitura do texto atesta que ninguém com mais de cinco neurônios tem o direito […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 04h29 - Publicado em 8 fev 2014, 11h50
"Segura a tropa, não deixa a tropa perder a cabeça”, dizia o coronel da PM de São Paulo Reynaldo Rossi enquanto era atacado por vândalos travestidos de manifestantes, em 25 de outubro de 2013 (Foto: Eli Simioni / CPN / Sigmapress)

“Segura a tropa, não deixa a tropa perder a cabeça”, dizia o coronel da PM de São Paulo Reynaldo Simões Rossi enquanto era atacado por vândalos travestidos de manifestantes, em 25 de outubro de 2013 (Foto: Eli Simioni / CPN / Sigmapress)

Black Bloc é o codinome pernóstico de uma ramificação da família dos fora-da-lei, resumiu o título do post aqui publicado em 28 de outubro de 2013, que tratou da inverossímil agressão sofrida por um coronel da PM de São Paulo. A releitura do texto atesta que ninguém com mais de cinco neurônios tem o direito de espantar-se com o drama protagonizado pelo cinegrafista Santiago Andrade, da Band, gravemente ferido na cabeça enquanto cobria para a Band, nesta quinta-feira, outro confronto entre policiais e delinquentes mascarados nas ruas do Rio. O disparo do rojão assassino era tão previsível quanto a mudança das estações. Confira:

Num parágrafo do artigo que publicou em seu blog neste domingo, ilustrado por vídeos que documentam a ação abjeta dos agressores e a reação exemplarmente sensata do coronel Reynaldo Simões Rossi, da PM de São Paulo, o jornalista Josias de Souza fez o resumo da ópera: “Já passou da hora de definir melhor as coisas. Está nas ruas uma estudantada corpulenta, de cara coberta e violenta. Esse grupelho adquiriu o vício orgânico de tramar contra o sossego alheio. Vândalos? É muito pouco! Black Blocs? O escambau! Traduza-se para o português: bandidos, eis o que são”.

Perfeito: bandidos, é isso o que são os integrantes dessa ramificação da grande e prolífica família dos fora-da-lei. Em sua versão brasileira, Black Bloc é o nome pernóstico de uma quadrilha sem chefe. No País do Futebol, o time vestido de preto é o primo mais idiota da pior das torcidas uniformizadas. No País do Carnaval, é o filhote poltrão do Comando Vermelho, que cobre o rosto com máscaras para fazer em liberdade o que os colegas engaiolados fazem de cara lavada.

O ataque ao coronel Rossi parece ter acordado os responsáveis pela manutenção da ordem pública. “Não vamos tolerar as ações desses marginais”, subiu o tom neste sábado o governador Geraldo Alckmin. “O Estado vai dar uma resposta muito forte a esse bando de criminosos”, prometeu no mesmo dia o major Mauro Lopes, porta-voz da PM paulista. “É necessário restituir o que a cidade perdeu. A cidade é nossa”.

Não existe resposta mais forte do que a imediata aplicação da lei. Basta identificar, capturar, processar, julgar e prender os sequestradores de cidades. “O direito de se manifestar será sempre garantido pela polícia”, lembrou o coronel Rossi no hospital onde se recupera de uma fratura na clavícula. “Mas os manifestantes precisam ter responsabilidade. Devem separar-se dos criminosos e nos ajudar a identificá-los. O silêncio dos bons é muito pior do que o ruído dos ruins”.

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Os pastores do vandalismo não querem negociação, pondera Rossi, um dos 70 policiais militares feridos nas manifestações deste ano. “Eles atacam a PM por representar o Estado, é o Big Brother deles”. Atacam sobretudo porque se sentem impunes. Nada que uma boa cadeia não resolva. É hora de mostrar aos rebeldes sem cabeça que chegou ao fim a paciência da cidade flagelada por devotos da violência gratuita.

A ofensiva começa pelo fim da fantasia: não existem Black Blocs. Existem bandidos, que de bandidos devem ser chamados. E como bandidos precisam ser tratados pelas instituições incumbidas da preservação do Estado de Direito.

A ofensiva não aconteceu. Foi abortada pela frente que misturou a tibieza crônica dos governantes, o cinismo suprapartidário dos políticos, a idiotia melosa das viúvas de 1968,  a cegueira suicida dos chefes de redação e a cretinice engajada dos repórteres, a passividade do rebanho que tudo engole sem engasgos e outras marcas congênitas  da Era da Mediocridade.

Em nome da democracia, os integrantes da aliança algemaram as forças policiais encarregadas de defendê-la. Em nome da liberdade, impediram que fosse barrado o avanço dos que tentam assassiná-la. Tudo o que os Black Blocs querem é que a polícia lhes jogue um cadáver no colo, recitaram nos últimos meses os camelôs do capitulacionismo.

Como se vê no vídeo, os devotos da violência é que estão prestes a jogar um corpo sem vida na cara do Brasil.

http://videos.abril.com.br/veja/id/5464c553b46b5de577b01dbdaeed231c?

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